quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Aquele pedaço

Aquele pedaço cortado
Do bolo
Do meu
Coração

Doeu cada vez separado
Doeu cada vez solidão

A métrica errada da vida
Concreto pedaço do chão
Ideias de ideais consumida
Varrida na imensidão

E tudo que quero entender
Um mundo sem explicação
Razão por razão defendida
Volte aqui meu irmão!

Volte mãe
Minha irmã, minha filha
Pedaço e pedaço do medo
Distância, escuridão
De culpa abri a ferida
E nunca soltei sua mão.

Sempre estendida
Pressão ou imaginação
Real é tudo mentira?
Mentira é uma ilusão?
Se líquido assim acreditas
Tudo segue confusão

Concreta a água sorvida
Abstrai a necessidade
Sangue da bala perdida
Abala a minha vaidade
Esconde, fica contida
Transpira sinceridade
Aquele pedaço do bolo
Entregou a minha idade.

Francisco Braz Neto(14/02/2017)



Eu sou o fotógrafo!

Eu sou o fotógrafo!
Essa foto me enche de orgulho. Eu acho que ficou perfeita.