sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Acreditar na ciência não é só falar e sim agir

Quem acredita no que a ciência fala?
Quase todo mundo.

Responda para si mesmo por qual motivo você duvida de uma parte da ciência e ao mesmo tempo acredita em 99,9% da mesma ciência.
Se você nascesse há 10 mil anos atrás estaria livre para não precisar nem acreditar na ciência nem se ver totalmente cercado por ela.
Acontece que você está vivo em pleno século XXI. Você acredita na ciência ao usar o computador para escrever o que escreve aqui no mundo virtual, para usar as roupas que usa todos os dias, ao usar qualquer sistema de transporte até mesmo um cavalo selado, ao utilizar celulares, telefones, canetas, ao assistir filmes, ao tirar fotos, ao usar sapatos, ao usar remédios e quase tudo que se pensar.
No preservativo, nos papéis dos livros, nas casas e apartamentos, tudo está abarrotado de ciência. Cada produto de limpeza, cada perfume, os aviões e helicópteros, nas armas, utensílios de cozinha e nos caixas eletrônicos.
Eu não sei suas motivações. Posso deduzir que existam erros que a ciência cometeu e comete e devido à isso a confiança nunca fique em 100%.
Mas é da essência do mundo científico o contínuo questionamento. Não é um problema, para quem quer conhecer mais e mais, viver de fazer questionamentos. Muito pelo contrário, é uma parte extremamente prazerosa a liberdade de sempre, absolutamente sempre, ser livre para questionar. Ser livre para querer saber o porque das coisas e exigir as provas, a coerência, a replicação do que se descobriu, a demonstração e para os simples mortais, o uso prático dos conhecimentos científicos.

Cada ciência isolada é um universo em si. O nível que a química chegou, saber o que os melhores químicos de nossa época sabem, chegar ao tanto de conhecimento de quem estuda química no terceiro grau e imaginar do que os pós doutores e prêmios Nobel são capazes por si só é admirável.
Quem lembrar das aulas de segundo grau, quer de química orgânica ou inorgânica, sabe que dá para perder-se no mar de conhecimentos destas áreas.
E a física? Físico-química? Mecânica, óptica, termologia, elétrica, ...
Quanto dessas aulas está em nossa rotina diária?
Biologia.
Arqueologia, que infelizmente não é disciplina nas escolas, mas está disponível para um terceiro grau.
Filosofia.
Geologia.
Geografia.
Matemática.

Se alguma área do conhecimento não merecer o nome de ciência, mas seja igualmente importante para sabermos a razão das coisas, então merece toda uma atenção e carinho. Merecem valor idêntico.
Assim cito a História. De tanto conhecimento que há, de saber o que sabemos, é um fascínio saber qual o caminho que foi trilhado até aqui.
A magia me distrai e me diverte, mas o conhecimento me nutre, liberta e edifica.
Alguém que não gosta da ciência se aproxima da coerência quando vive como os Amish(https://pt.wikipedia.org/wiki/Amish), ou como os aborígenes australianos ou ainda sempre que faça algo similar, em outras palavras, não utilize a ciência.
Difícil?
Eu não posso ajudar. Gosto demais da ciência e por mim ela vai seguir o seu caminho junto com a evolução do ser humano.

Não vai ser agora que vou desligar os aparelhos. Entendeu?

Respiro e bate. Salvo e prolongo. Voo e ligo. Esquento e carrego. Ilumino e transporto. Entendeu?

Eu nem sei quando vou desligar os aparelhos. Mas é que a ciência não chegou ainda nesse ponto. Entendeu?

Por hoje, me deixa dormir.

A mensagem pode estar oscilando entre clara e enigmática, mas o sono não está dando a mínima para isso. Ele vem mandando eu ir para "stand by". Ele vem dizendo que eu estou com as baterias precisando recarregar. Vou obedecer. Sou máquina bio. Biomáquina desligando.

Francisco Braz Neto(04/11/2016)








Eu sou o fotógrafo!

Eu sou o fotógrafo!
Essa foto me enche de orgulho. Eu acho que ficou perfeita.