Não tem como descrever. É um lugar onde posso escrever e as pessoas vão poder ler se quiserem. Posso escrever em muitos lugares no futuro, mas aqui escrevo o que quiser e como quiser.
sábado, 28 de março de 2026
Salvou o Mundo!
segunda-feira, 29 de abril de 2024
Desconhecido desde o nascimento.
Sou um escritor!
Ainda que desconhecido.
Sou.
Sou das letras.
Ainda que também de tantas.
Sou das palavras.
De tantas.
Até das mudas.
Sou um artista.
Ainda que sem plateia.
Sou mesmo sem aplausos.
Ainda faltando palco, fama e tela.
Palavras vêm.
Fácil.
E eu as deixo escapar.
Essas palavras que suplicam por mim.
Pedem que eu as prenda.
Elas se dizem minhas e querem ser assim para sempre.
Elas que voam em meus pensamentos e pedem pela eternidade.
Ainda que desconhecidas.
Ainda que de um desconhecido.
Sou um escritor.
Perdido num mar de palavras.
Náufrago em um mar de ideias.
Confuso.
Atordoado.
Que enxergo em pensamentos palavras chorosas pois não dei atenção à elas quando à mim vieram.
Vieram enfeitadas.
Cada uma com sua melhor roupa.
Vieram cruas.
Vieram nuas.
Vieram sempre.
Elas vêm.
Cada uma de um jeito.
Sou escritor.
E poderia ser mais.
Mais produtivo.
Mais atrevido.
Mais fértil.
Mas tenho sido árido.
Faz um tempo que tenho sido estéril.
Não deixei uma palavra sequer brotar.
Entorpecido.
A arte sem espaço.
A das letras.
Não quis contar emoções.
Não quis, não fui capaz.
Mesmo assim, todas as vezes as palavras não desistiram de mim.
Em pensamentos elas me acalentavam. Formavam rimas.
Desconhecido de mim mesmo e tão bem recebido pelas letras.
Musicais.
Solitárias.
Declamadas.
Lidas.
Familiares.
Em todos os momentos.
Apesar de desconhecido elas me conhecem bem.
Eu as amo e elas à mim.
Em um universo de múltiplas dimensões.
E cada dimensão infinita.
Somos parceiros.
E eu sou escritor.
Ainda que desconhecido.
Eu as faço.
Elas me fazem.
Eu posso.
Elas podem ainda mais.
Eu não sou conhecido.
Elas são!
Eu sou escritor.
Elas não!
Francisco Braz Neto (29/04/2024)
domingo, 3 de dezembro de 2023
Oito bilhões de você.
Um pouco de fantasia.
Imaginação. Pense. Um mundo hipotético.
O que seria? Como seria? Funcionaria?
Por quanto tempo?
O mundo onde todos os seres humanos fossem você.
Seriam todos pintores?
Políticos? Encanadores? Mineiros?
Seriam 8 bilhões de chefes?
Quantos de você seriam profissões diferentes para que mais coisas funcionassem?
Todos do mundo sendo você quem iria plantar? Quem iria colher? Quem iria cozinhar? Quem iria lavar?
Se todos fossem você a humanidade teria chegado até aqui? Seriam oito bilhões de pessoas sedentas por conhecimento ou oito bilhões de humoristas?
Seriam de pessoas muito ativas ou pessoas preguiçosas?
Você elogiaria sempre um outro você? Sempre reclamaria de você?
Quantos seriam subordinados? Quantos morariam nas Américas? Ou será que todos morariam em um só lugar?
Neste mundo as pessoas saberiam cantar? Teríam arte? Dancariam?
Com 8 bilhões de você quem consolaria quem? Você produziria um mundo de pessoas que só querem ser servidas?
E se todos são você quem iria servir?
E neste mundo de 8 bilhões de ti os bebês seriam você bebê e quem iria trocar as fraldas e alimentá-los? Você sabe fazer isso?
Existiriam casas, prédios, estradas, túneis, roupas, sapatos,.......
Você cuidaria de si quando se acidentasse? Saberia cuidar?
Você lhe atenderia em uma farmácia? Existiria farmácia? Você faria uma deliciosa massagem em um outro você?
Neste mundo você se apaixonaria por você? Qual você você escolheria? E seria correspondido(a)?
"Se todos fossem no mundo iguais à você que maravilha viver..."
Será?
Quem faria festas? Quem você convidaria? Quem você deixaria de fora?
E você perdoaria a si mesmo(a) por não ter convidado os seus outros você?
Nesse mundo de 8 bilhões de ti quantos bilhões de possibilidades? Trilhões?
Quanto tempo de comida esse mundo teria? Quanto tempo de harmonia esse mundo teria?
Você mentiria para seu outro você? Roubaria seu outro você?
Teriam esportes? Competições? Jogos? Olimpíadas? Para quem você torceria?
Tudo terminaria empate? E se houvesse um vencedor as atenções seriam para essa pessoa ou para todos os que perderam? Ou para todos? Como seria?
Imagina!
Imagino. Oito bilhões de diferentes já é complicado. Oito bilhões de um só, só imagino.
Mando e obedeço. Faço e agradeço. Beijo o meu espelho.
Com 8 bilhões de si só imagino e esqueço.
Francisco Braz Neto (03/12/2023)
sábado, 11 de março de 2023
Faço bem feito!
Faço chorar.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2022
Só juntos.
E eu…
Eu ropa
Eu roupa
Eu prefiro ser só.
Mas só em comparação. Compara comigo. Prefiro.
Prefiro estar sempre com quem quer estar sempre junto mesmo quando junto não pode estar.
Prefiro estar sem alguém que esteja sempre junto, mas desejando não estar.
Eu prefiro ser junto, mas quando comparo não serve de qualquer jeito.
Eu prefiro estar sempre junto de quem sempre junto quer estar. Se está junto querendo não estar, então não serve, então não dá.
Não dá pois é péssimo. É terrível estar onde não se quer e muito pior estar com quem não se quer.
Com quem? Eu só tenho uma resposta. Com quem quer estar sempre e sempre se quer estar. Até quando se está distante.
Mesmo se por instantes houver desentendimentos, mesmo se desfavorável for o momento, seja como for o pensamento é de sempre estar junto pois a distância mesmo que por instantes já mostra a falta que o outro faz. Assim, por comparação. É melhor sempre estar.
Juntos. Para sempre.
Só juntos.
Francisco Braz Neto(15/12/2022)
segunda-feira, 17 de outubro de 2022
O Consultor
Consultoria. O que é consultoria?
Sem recorrer ao dicionário, sem recorrer ao Google. Você se consulta e recebe informações de alguém que por alguma razão ou por muitas razões sabe mais do que você ou se não souber mais tem chances de saber diferente. Você pode receber essa consultoria de um colega de trabalho, de um professor de uma área que agrega à sua e ao final vale se souberes mais e melhor do que antes da consulta.
Quão vasta é sua área de trabalho?
Um consultor imobiliário, ao meu ver, precisa saber sobre legislação, matemática financeira, arquitetura, engenharia, política, econômica doméstica, investimentos, tecnologias construtivas e muito mais.
É fascinante a variedade de tópicos abordados pelos clientes.
Clientes falam sobre alagamentos, sobre praias com ou sem arrecifes, solidez das empresas que estão construindo o imóvel, prazos de obra, sobre áreas de lazer e seus respectivos intens, sobre o trânsito e os transportes da área, sobre ventilação, sobre quais lojas, padarias e colégios existem nas proximidades, sobre INCC, sobre valorização, sobre aluguéis, sobre renda, sobre empréstimos e mais uma infinidade de assuntos.
Por mais que um determinado ponto levantado pareça incomum, sempre há uma preocupação legítima e um medo que precisa ser respeitado.
Assim é a rotina do consultor imobiliário e por isso há uma eterna busca por conhecimentos.
Francisco Braz Neto (17/10/2022)
domingo, 28 de agosto de 2022
Protegendo o Protetor
Ouvindo os primeiros acordes.
Batidas de um coração.
Mundo escuro.
Sem saber o que era escuro e sem saber usar os olhos.
Protegido.
Exposto aos sons.
Sons me batem.
Só lembro de gostar dessa batida.
O que será mais precioso? O que será mais gostoso?
Ser protegido. Ser protetor.
Se sentir seguro.
Útero.
Nascimento. Depois você fica exposto.
Casa nova. Casa bem grande.
Tantas batidas novas. Sons! Físicos. Pancadas.
"Bate, bate, bate, coração
Dentro desse velho peito
Você já está acostumado..."
Letra e letras de uma música. Letras da vida.
De uma vida e das vidas que convivem.
Vou lutar. Vou bater. Vou apanhar.
Por lutas necessárias.
Inevitáveis.
O que te protege mais? Quem te protege mais?
Quem faz composição na linha de frente?
Bem em frente de um exército poderoso e feroz.
E seja qual for o desfecho da batalha, batidas serão silenciadas, serão silenciosas, serão insurdecedoras.
E não será mais escuro. Não será claro. Sem sim, sem sims, sem talvez e só ausência. Uma imensidão de ausência.
Sem acordes, sem pauta, sem batidas nem sentido.
Só o durante pode pode ter luzes e sombras, escuridões e cegueiras, ritmos e compassos, quedas e recomeços.
Durante é a chance que cada um tem de proteger. Cada um pode ser protetor.
Pedindo proteção tem bilhões.
Seja raro! Proteja.
Todos podem. Poucos querem.
Poucos são.
Proteja plural. Proteja quem protege.
Quem protege também precisa ser protegido.
Quanto mais forte é o protetor mais feridas ele tem. Para piorar ele tem maiores feridas.
Sentido. Sentindo.
Negando. Até nessa atitude, para proteger sem parar.
Mais acordes, notas, cifras e batidas.
Coração. Batendo.
Pulsando.
Valsa, bolero, samba, frevo, forró, baião e...
Como é se sentir protegido?
Ei! Tá pensando o que? Acha que vai bater nele? Se triscar em um fio de cabelo dele, se olhar feio para ele você tá f.......
Olha, fica tranquilo que estou com você pra tudo.
Linha de frente. Olha, nem um exército, nada nessa vida pode te fazer mal. Fica tranquilo.
Paz.
Segurança.
Proteção.
Sem batidas.
Imbatível. Bate tambor. Batidas de percussão. Batidas musicais e até aperitivos.
Protegido por inteiro. Corpo, alma e coração. Físico, energia e emoção.
Tudo cicatrizado, mas não leva mais um novo arranhão.
De agora em diante, blindado.
Da porta pra dentro, afago. Do porta pra fora canhão.
Francisco Braz Neto (28/08/2022)
domingo, 8 de maio de 2022
Coração lagarta.
Meu tempo errado.
Há mais de 3000 anos.
É só um número.
Há mais. São os próximos 3 milhões de anos. Se não nos matarmos uns aos outros.
E as relações são livres. São líquidas. Liquidadas.
Alfa! Conforto. Bom pra mim.
Tempo errado.
Coração errado. Coração briga com a mente. Mente mente cinicamente para si mesma e para tudo que aparece na frente.
Verdades são inimigas.
Mente. Mentiras são doces e macias. São de seda, algodão doce, cetim e fofas.
Verdades são espinhos e sangue.
A verdade é um querer raro. Quero exclusividade. Quero eternidade de uma vida.
Derrota.
Quero o que ofereci. Que sinceridade é essa?
Quero ser receptor. Que mal há?
Vai recusando.
Recusa alguém te amando.
Recusa alguém pensando em ti 24h por dia, só quando essa pessoa respira.
Eu aceito.
Com aliança.
Sim! No altar da vida!
Recusa alguém que o coração acelera ao te ver.
Recusa alguém que a temperatura do corpo aumenta só de te ver.
Vai recusando essas besteiras.
Eu aceito. É só isso que quebra pedra.
Coração volta pro casulo. Vamos ser lagarta que ser borboleta não deu certo.
Vai recusando.
Recusa carinho. Recusa música sussurrada no ouvido com a letra dizendo pra você nunca esquecer o nós e que se estiver difícil de lembrar use uma fotografia.
Eu aceito.
Que de tanto amar se veja as camadas rochosas sendo destroçadas. Dessa vez de fora pra dentro.
A última quebra das paredes de pedra foi de dentro pra fora e o casulo seguro foi abandonado por uma mariposa sem asas.
O risco foi a possibilidade da queda. E ela veio.
Eu aceito.
Não sei se há tempo.
Como achar algo tão raro?
Agora não dá mais. Aprende a lição. Século XXI e o ego é o que impera. Não há espaço para tamanha entrega.
Só Mães podem fazer isso. Só Pais podem algo infinito.
Homem não. Mulher não.
Coração volta para o casulo de pedra e aumenta algumas camadas.
Coração lagarta, está ciente que sua cabeça foi desintegrada na última queda?
Cabeça do coração.
Coração sem cabeça. Coração deficiente. Coração ineficiente.
Uma lagarta.
Ah Coração! Eu te tenho e não te troco.
Vem cá. Você tem lugar cativo nesse peito casulo petrificado.
Relaxa! Diamantes são pedras. Entende?
Se consola e te consolo.
Vai negando.
Eu aceito.
Aceito alguém chorando de tanto me amar. Como vou acreditar em algo assim? Alguém me amar e amar me amar.
Que louco isso!
Eu aceito sim.
Alguém com ciúmes de mim.
Com medo de me perder. E se achando em mim.
Sou. Serei? Um rumo. Um mapa.
E lembrar de mim vai fazer brotar um sorriso tão grande que vão pensar que ela está louca.
No outro dia ela pensa em mim e vem um choro de saudade que queima todo o corpo dela e ela pensa que está viva, vivendo e antes de mim era sobrevida.
Quem conhece esse choro?
Quem conhece essa sensação?
Sensação de que tudo valeu à pena.
Sentir o riso chorado. Sentir o choro sorrindo como das sensações mais deliciosas que um ser humano pode sentir.
Sabe como é?
Sinto muito por todos que não sabem.
Eu?
Sim. Aceito.
Já chorei sorrindo. Já sorri chorando de tanta emoção. De Amor!
É indescritível! Inefável! Indizível!
Agora a lagarta vai fechar o casulo petreo.
Tem que ser um Amor cuidadoso, carinhoso, protetor e forte.
O casulo fechou e acrescentou mais camadas.
Quem conseguir quebrar será merecedora. Que ao receber a recompensa a lagarta saiba como.
Após muito tempo sem praticar a emoção pode enferrujar.
Após muito tempo sem metamorfosear a lagarta pode desaprender a mergulhar.
Francisco Braz Neto (08/05/2022)
quinta-feira, 10 de março de 2022
Se declara! Me declaro à musica!
E quanto a argumentos, você focou em letras. Você focou em letras?
Mas ao ouvir eu bebo letras, mastigo sons, flutuo melodias, arrepio percussões, danço tempos e contratempos.
Logo ouço, verto, fluo, invado e sou dominado pelo que a humilde e linda palavra música pode significar.
E aí apenas um solo me fascina.
E só batidas.
E não são só para mim.
Beats.
Mangue Beats ou não beats.
De músicas francesas ou aborígenes australianas bem amigas das Neozelandesas em um Haka bem coreografado que lembre do quanto música chama dança.
Convida dança e faz bater o coração em ritmos diferentes.
E por me declarar para a música não espero que ela se declare pra mim.
Ela se declara para mim a cada Dó, Ré, Mi!
A cada sete, a cada acorde, cada harmonia, tom, vibrato,...
Minha declaração é de amor.
Minha declaração é de gratidão.
Fui salvo pela música. Minha heroína recorrente.
Quem foi fiel à mim?
As músicas foram. Sendo que de mim para elas sempre tive um harém. Nesse meu harém estimo que tenho, desde novo, milhares e milhares de companheiras fiéis.
As amo. Então me declaro.
Te amo música! Te amo músicas de minha vida!
Francisco Braz Neto. (10/03/2022)
domingo, 16 de janeiro de 2022
Intimidade
Íntimos.
Até onde você foi?
Consigo mesmo.
Consigo mesma.
Sabe que você tem que se conhecer para responder. Aquela jornada de uma vida inteira.
Com alguém?
Até onde?
Aonde você foi? Aonde vais? Onde irias?
Onde chegou?
Ao ponto de dizer verdades?
Já fostes?
Soltou um pum.
Um pum? Um flato até fui, mas neguei.
Jamais até a verdade.
De quem estou...
De quem estais...
Falando.
Um arroto. Dois. Vários!
Uma bobagem destas.
Uma revelação bombástica!
Agora somos íntimos.
Sabes bem que não.
Até um beijo na boca nunca seremos.
Selinho é subestimado.
Qual é a pontuação do selinho?
Qual é o grau? Qual é o nível?
Um abraço. Aquele abraço!
O Rio de Janeiro continua lindo. Lá ra ra ra!!!!
Não?
Você foi muito além disso, certo?
Você gosta e quer? O que? Com quem?
Abraço, beijo, pum, arroto e ...
Não nessa ordem.
Beijos e mais beijos.
Amasso.
Amassos.
A lataria amassada até não aguentar mais.
Assim que é bom!
Só de querer amassar e então amassar já é uma intimidade imensa.
E até onde você foi?
Tira a roupa!
Não mandei tirar.
Você quis.
Tiraram a roupa.
Quiseram tirar.
Não mandei tirar.
Se eu tirei?
Advinhe.
Até onde fui?
Roupa fora, arroto, abraço, revelação bombástica, pum, amassos e...
E i ... iiiiii... intimidade. De sorrisos no olho, nos olhos e no olhar.
Que uma noite não dá.
Matura! Em barris de carvalho.
Matura em vivências, em diários.
Até.
Até!
Até que a intimidade é de milhões de coisas. Vira intimidade de vida.
Até onde você foi?
Íntimos.
Até chorar.
Até chorar livre. Até ser todas as emoções despidas um na frente do outro. Até serem todas as emoções, vontades e desejos um ao lado do outro.
Até um ser o outro e o outro ser o um.
Ambos sendo exemplos da mágica que há na intimidade.
Quando se vai até o destino final.
Já se sentiu confortável ao chorar bem do lado de alguém?
Intimidade. Chorando intimamente. Intimamente chorando e a magia de alguém coletando as lágrimas e transformando em sorrisos estocados.
Você termina de chorar e como mágica começa a sorrir pois alguém foi até secar.
Alguém foi até terminar.
Terminou a tristeza. Terminou o choro.
Íntimos o suficiente para seguir, segurar, passar por soluços e descobrir qual é o próximo limite da intimidade.
O limite de querer tudo do outro. Se não quer ao menos aceita. Aceitar é o mínimo.
Em questão de intimidade, até onde você chegou?
Aonde vais? Por quanto tempo?
Ser ou não ser.
Íntimo.
É uma questão.
Faço questão.
Francisco Braz Neto (16/01/2022)
sexta-feira, 7 de janeiro de 2022
O direito de dizer sobre si
Eu sou reto!
Brada!
Bradamos!
Eu sou de esquerda!
Gritas!
O outro é de direita.
A outra diz que é o outro. O outro diz que é a outra. Juntos dizem que são outres.
Aí o corretor ortográfico pira.
E o que importa é que você tem o direito de dizer qualquer coisa sobre si.
Tem gente que diz que é outra pessoa. Um diz que é o Ken e há quem não seja quem foi e é a Barbie.
Sim! A boneca.
Tem um caso que o ser humano em questão se declara um tigre. Serrou os dentes, se tatuou, fez plásticas e ai de quem for falar que ele é humano.
Engraçado é que quem se diz boneco ou boneca não fica sem comer igual as bonecas.
O tigre que já foi humano não mora no habitat de tigres, não luta com outros tigres machos por tigresas para então procriar com elas.
E quando se pergunta aos que se declaram de esquerda o que é esquerda, quais são as pautas e mais outras perguntas o resultado é um desconhecimento profundo.
Não diferente se a pergunta for aos autodeclarados de direita.
Conseguem, quando muito, falar um tópico como sendo uniforme entre uma ou outra parte do espectro político.
Ver que duas pessoas não concordam em tudo e obviamente as muitas pessoas de um partido também não fica impossível. E se levarmos em conta que um único ser humano vive com seus próprios conflitos já é querer que um dia desses alguém morra com o cérebro travado.
E eu queria ter sido o criador de: "socialista de iPhone." Vou arriscar criar o:"comunista de iPhone."
Qual seria a versão dos capitalistas?
Capitalistas de farda? Entende?
Ou: capitalistas de charuto cubano?
Um produto ou uma pauta fazem que efeito nos julgamentos? E mais ainda, fazem qual estrago na coerência de cada um?
Mas mesmo que o ex homem queira ser tigre, o esquerdista vestido de Nike dirigindo um Chevrolet queira dizer-se de esquerda não deveríamos deixar de cuidar dos que acreditam ser Superman.
Digo a gente que é só, e tão somente, gente, que abre a boca para se dizer homem e ousadamente dizemos que somos mulheres, respectivamente quando somos homens ou mulheres. Sem ter dúvidas. Tão certos de sermos quem e o que somos quanto os que estão sendo outras coisas nos fazem acreditar que possuem certeza igual.
Então não deveríamos. Então não devemos deixar de cuidar dos que acreditam ser o Superman.
É que algum dia um deles pode querer fazer o tipo de voo que não serão de palavras.
Esse voo que não é bondoso, nem caridoso e muito menos metafórico, não dá segundas chances.
Francisco Braz Neto (07/01/2022)
quarta-feira, 5 de janeiro de 2022
Gratidão aos leitores.
O blog e eu.
Eu e o blog.
Eu amo meu blog.
Amo os elogios sobre os textos.
Amo saber as reações dos que leem.
Vaidade. Eu sei. Não nego.
Algumas pessoas escrevem textos lindos para expressarem o quanto gostaram dos meus textos.
Seria bom que todos colocassem esses textos como comentários, mas a maioria esmagadora me disse em particular, em outras mídias sociais e um copiar e colar soa artificial.
Enfim, recebi e recebo aqui e ali palavras que me dão felicidade, autoestima e ânimo.
Sou grato a todos os meus leitores.
Fico emocionado com frequência ao receber essas doses de carinho.
Abraços.
Francisco Braz Neto (05/01/2022)
terça-feira, 4 de janeiro de 2022
Amor e Sexo
O meu programa?
Não.
Só umas palavras que saíram e escrevi fora do blog.
Estou trazendo.
E assim escrevi ainda em 2021.
Uma vez que sexo é maravilhoso, tesão é indescritível, mas Amor nem palavras podem fazer jus ao que é. Nem inefável, nem indizível nem palavra nenhuma parece bastar.
Eu não publiquei antes pois me parece incompleto.
Trabalho inacabado.
Será que eu consigo?
É uma comparação entre duas coisas que recebem adjetivos fortes, mas que no fim das contas eu digo que o Amor sempre vence.
Por pouco, por muito, mas sempre vence.
Para mim.
E para você?
Como saberei?
Desprezas o Amor?
Desprezas o Sexo?
Eu me perdi por sempre escrever sobre o Amor e vê-lo infinito.
É um eterno tentar numa finitude vital. Minha vida. Sua vida.
Um sopro. Outro.
Todo mundo. Todos sopros.
Nem sempre frutos de Amor, mas até o primeiro procedimento de inseminação artificial, todos frutos de sexo.
E individualmente, você é o fruto de qual deles?
Só de um ou dos dois? Essas perguntas você ousou fazer?
Essas reflexões você ousa fazer?
Se você tiver certeza que é fruto somente de sexo, mudará algo na sua vida?
Vais achar o sexo um tanto mais valioso?
Sexo sem Amor.
Amor sem sexo.
Jabor já escreveu.
Rita já cantou.
Eu dancei.
Francisco Braz Neto (04/01/2022)
segunda-feira, 29 de novembro de 2021
Desmetamorfosear
Mudou
Mudou muito!
Mudou tanto que foi uma das maiores mudanças conhecidas.
De vida para morte.
Estava viva e agora
Está morta!
E essa mudança!
Como fica? Como vai?
Só que não fica.
Só vai.
Vai só.
Deixa só.
Buraco.Vazios! Espaços.
Impossíveis de serem pre enchidos
Tanta gente foi só e tanta gente foi acompanhada.
Tem quem foi por acidente. Tem quem foi por doença e tem quem foi por assassinato brutal.
Lembrei mais gente que se foi cedo demais. Paulo Gustavo e os mais antigos podem lembrar da Daniella Perez.
E de mudança o mundo vive.
Metamorfose.
Bem que algumas mudanças podiam ser “desmudadas”.
Bem que a vida poderia ter a opção “desmetamorfosear”.
Deixa como era antes.
Volta.
Morto virar vivo e isso ser para casos especiais.
Casos em que quem se foi levou consigo pedaços demais de muitos.
Volta Marília! Volta completa.
Volta Ayrton! Volta completo. Sem aquela curva, sem a reta e sem nenhuma falta.
Pedaços tirados de muitos metamorfoseando todos. Todos mais tristes. Todos menos completos embora cheios de saudades.
Chega de saudade! Temos o suficiente para novas letras, novas prosas, novas poesias e para mais lagartas virando borboletas.
E aí o último desejo é que seja possível a borboleta dar licença e virar lagarta de novo.
Francisco Braz Neto (29/11/2021)
sábado, 30 de outubro de 2021
Coincidência boa e intrigante!
Quantas vezes aconteceram?
Não sei. Sei que foram algumas. Foram no plural.
É incrível. É acredite se quiser.
É tipo: -acontece com vocês também?
Fiz questão de olhar a hora.
16h44 ou se preferir 4:44 da tarde.
Eu sinto vontade de cantarolar uma música.
É bem comum comigo. Uma vez que cantar é uma segunda respiração. Canto quando estou feliz, quando estou triste, quando estou calmo, quando estou trabalhando, estudando e assim por diante. Cantar no chuveiro não me bastava e ainda não basta.
Mas a questão não é essa.
Eu cantarolo Eduardo e Mônica, de uma das minhas bandas favoritas, senão a favorita, Legião Urbana. Estou quase entrando no carro, Renault Duster Oroch prata. Então entro e ligo a caminhonete.
Assim que eu ligo o carro, caso eu tenha desligado o rádio somente ao desligar o carro, ele liga junto.
Ficou claro?
Ficou confuso?
Assim que eu liguei o carro o rádio foi ligado também.
Acho que vocês entenderam. Eu cantarolando Eduardo e Mônica e aí a rádio que estava selecionada emendou com a mesma música.
Parece até que a rádio era uma espiã e sabia o que se passava na minha mente.
Enfim, foi bem interessante e curioso.
Essas curiosidades dessas coincidências são bem interessantes. Fazem os pensamentos viajarem.
Foi hoje. Dia 30/10/2021
Francisco Braz Neto (30/10/2021)
quinta-feira, 14 de outubro de 2021
Eu fui.
Então eu fui.
Silêncio
Silêncio
Silêncio
Silencio.
Calado
Calado
Calado
Calafrio!
Apago
Apagão
Apagado
Papel frio.
Em branco
Em pauta
Listrado
Quebrando
Quebrado e vazio.
Letra, letra, letra
Ponto, vírgula, fui com brio
Dito, Tonga
Faço dança
Rimo só por desafio
Aquela rima perfeita
Me arranca um arrepio.
Então eu saí
De fininho
De baixo
Da luz
Eu fui
Devagarinho
Sem nota
Sem resposta
Lendo o pergaminho.
De cifra
Decifra
Joga a palavra
Se jogar e voltar?
Bumerangue
Caminho
Me perco
Me acho
Eu fui de mansinho
Grafado em areia de praia
Eu fui a pele e o espinho
Tatuado Eu fui no espaço
Sou Chronos
Eterno
Eu fui um tempinho.
Francisco Braz Neto (14/10/2021)
quarta-feira, 28 de abril de 2021
Todo mundo lê!
Não me lê
Mas lê
Não me ler não atrapalha
Me ler não sei o efeito
Sei em mim
Sei só de um
O que importa são milhões.
Perdi o metrô
Perdi o bonde
Perdi sabendo
O bonde é vídeo
Todo mundo lê sons
Todo mundo se comunicando
Cada vez mais e mais
Não sei se posso dizer que se comunicando melhor.
Ouvidos loucos
Ouvidos moucos
Ouvidos que escutam, porém não ouvem
Ouviram do Ipiranga que não há mais margens e tudo é inundação.
Não há mais margens para distinção.
Tem que ser tudo igual
E é o novo normal
De tantos novos normais.
Só não chamávamos deste jeito.
Mas quantos novos normais tivemos?
Novos normais de como moramos, de como nos vestimos, como nos comunicamos, como nos alimentamos e assim por diante.
Então que importa se alguém vai ou não ler?
O normal de agora é vídeo e todo mundo sabe.
Perdi o metrô e agora o teletransporte é o novo normal.
Imagina quando o teletransporte for velho!
Quem raios vai ler?
Acorda!
Acorda robô!
Robô preguiçoso!
Francisco Braz Neto (28/04/2021)
Belo
Singelo
Verde
Amarelo
Quero.
Se for meu
Se seu
Se sim
Quero pra mim!
E se for poema
Escrito à pena
Aumenta a rima
Muda lá de cima
A regra é meu lema.
Escrito à mão
À moda da casa
Pra sempre guardada
Uma voz calada
Rima desgastada
Não lestes pra mim.
Poeta de língua viva
Vivo enquanto escreve
Morto em uma data qualquer
Lembrado ao acaso
Talvez analisado
Nas salas de um curso futuro
Debate sobre quem algum dia
Falou sobre a minha Alforria
Da chance de ser imortal
Prevendo que ao final
O belo é essencial.
Francisco Braz Neto (28/04/2021)
segunda-feira, 19 de abril de 2021
Direito meu, direito seu.
1) O cara quis colocar o filho como embaixador passando por cima dos que estudaram arduamente para isso. Claro nepotismo, mas você achou que isso não é nada demais.
Direito seu.
2) O cara acabou com uma operação contra corrupção falando que não tem mais corrupção no governo. Mesmo que tenha sido justamente essa operação que mais fez justiça e lavou um pedacinho da alma de quem clama por menos impunidade. Você acredita nisso.
Direito seu.
3) O cara não privatizou praticamente nada e manteve até mesmo a TV que o Luís criou. Mas você arrumou uma maneira de tapar os olhos para isso.
Direito seu.
4) O cara não cortou um privilégio para si e fica com demagogia com ceninhas de refeição em lugar barato. Mas você acha que ele vive uma vida severina, espartana bem irmanado com os pobres e miseráveis do país ele diz tanto amar.
Direito seu.
5) O cara não tem histórico de combate a corrupção nenhum e surgiu do nada após quase 30 anos de vida pública. De repente você acredita que é uma pessoa honesta. Faz sentido? Ah, tá!
Direito seu.
6) O cara fez o mesmo que o Luís fez quando quis garantir a cadeirinha e você mais uma vez passou o pano. Nada de criticar as associações que eram excusas quando feitas por outros. #vivaocentrão #conveniênciaéboia
Direito seu.
A lista é imensa.
Direitos são muitos.
Todos têm direito de encher o saco.
Eu tenho o de dizer que quem não gosta de um merda não tem obrigação de comer a outra.
Não tem c.... p.... nem nada de isento! Tem é opinião firme, clara e objetiva.
Ofendam-se a vontade.
Eu reclamo dos poderosos e lamento muito que aqui embaixo tenhamos trocado o único papel decente que é o de fiscalizar e cobrar pelo de babar.
Quem me responde quem era Sarneyzista? Quem me responde quem era Collorista? Quem é que era ou é Itamarista?
Quem é ou era Temerista?
Quem era ou é Fernandista?
5 X 2 e estamos querendo um placar adverso. Não é?
Está parecendo.
Vamos virar um país de babões. É isso mesmo?
Vamos ser melhores e mais felizes brigando em nome de paixões por políticos?
Sério isso?!!!!!!!!
Por que será que sei a resposta? Será que é por ver todos os dias, sem uma pausa sequer, as defesas dos seus amados?
Nossa. Como são lisonjeiros os tratamentos que uns dão aos outros! Como lavam a alma a cada ataque ao seu igual. Sim ao seu igual. Quantas vezes a conversa inicia e termina sobre uma pauta ou sobre o político?
Eu digo: Luís é ladrão! Pula um achando que foi um xingamento pessoal. A pessoa acha que ela foi chamada de ladrão. O famoso: "tomar as dores."
Eu digo: O enviado é ladrão! Dá no mesmo! Quantas estórias repetidas. Amigos, filhos, frutas, defensores, brigas com jornalistas/imprensa, discursos repetidos pelos defensores em uníssono.
Raul Seixas fez uma musica que dizia: "o dia que a terra parou". Eu digo: o dia que a política religião se tornou.
Observação: não tomem para si ofensas que não lhe cabem, mas se a carapuça está lá e você vai sair na porrada para usá-la não posso impedir.
Francisco Braz Neto (19/04/2021) Dia do índio! Os que mais são esquecidos em zilhões de ocasiões.
sábado, 10 de abril de 2021
Roteiro.
Começo feliz.
Meio feliz inteiro.
Final feliz.
Por que não?
Já imaginaram e escreveram todos os roteiros com muita tristeza e sofrimento.
O herói só vence no fim.
A heroína só triunfa no final.
É meu. Meu roteiro.
Como sei o que é bom sem o ruim? Sei por ver o ruim sem tê-lo concreto. Sem sê-lo meu. Sendo observado.
Então olha o filme. Começo feliz, meio inteiramente feliz e final feliz.
É ficção. É ficção, óbvio! Dãããã!!!!!!
É ficção?
Da vida de quem? Do roteiro de quem?
É meu roteiro.
Rota.
Destino.
Detiny is all!
Tudo que tenho é o roteiro feliz para o presente do dia.
Experimente você também um começo, um meio e um fim felizes.
Tudo assim.
É ficção.
É sua vida?
É seu... roteiro?
Roteiro.
Francisco Braz Neto (10/04/75)
Eu sou o fotógrafo!
Essa foto me enche de orgulho. Eu acho que ficou perfeita.