quinta-feira, 25 de março de 2021

Mais letras, palavras e pensamentos.

 Seres humanos acreditam no que desejam e não na realidade. Morrem e matam pelo que acreditam. Sempre foram assim. Possivelmente serão por toda a existência do animal humano.

Francisco Braz Neto (25/03/2021)

sábado, 14 de novembro de 2020

Os Ouvidos ambulantes.

 Título.

O título poderia ser enorme, já um texto inteiro. O Ouvido ambulante, os Olhos itinerantes e as estórias que presenciam.

E foi ontem, comparando ao dia que está sendo escrito o texto. Foi mesmo uma sexta-feira 13. Dia 13 de novembro de 2020. O ano da pandemia mundial e o mesmo ano de muita chuva no sertão.

É muito do mesmo. Uma mensageira do presente com muitos anos vividos me fala das desventuras que tornam seus dias um tormento. E enquanto me contava aqui e alí molhava a face.

E contava de quando tinha casa cheia. Cheia de gente, cheia de vida, cheia de vidas e quase todas ingratas. Era casa cheia enquanto ela teve comida e bebida para oferecer. Talvez quando ela tinha jovialidade também tenha experimentado muita oferta de companhia e igualmente quando teve beleza ou seja qual atrativo possa ser citado.

 Mas quando e onde ela estava nas aulas da vida? Ela não sabia que, se tivesse vida longa, dificilmente não descobriria que muita gente nas vidas de cada um de nós só está perto para aproveitar algo que tenhamos a oferecer?

Eu não cito nomes. Não vou citar. Pode ser que alguém queira dizer que é apenas uma imaginação minha, apenas do "fantástico mundo de Francisco", esse mundo ilusório. Algumas coisas só são verdadeiras para quem vive o bastante para ter a experiência por si mesmo. Não possuem a capacidade ou o interesse em observar vidas e exemplos dos mais experientes.

E o Ouvido ouviu. E os Ouvidos ouviram. São ambulantes. São itinerantes. Ouviram lamúrias e estórias de uma tristeza profunda. E olhos foram forçados a produzir um tipo de H2O, uma variação conhecida desde o nascimento: - bate no bebê para ele produzir algo que ele produzirá um tanto mais na vida.

E os Olhos tão parceiros dos Ouvidos tiveram que receber ordens de se conterem. Esses Olhos já estão acostumados a guardar gotas para momentos em que só estejam o esquerdo em companhia do direito e nessa circunstância podem desaguar.

E a memória traz o mensageiro do futuro e o muro, traz a senhora que por anos apanhava do marido, traz a moça abusada sexualmente desde muito nova, traz uma avalanche, uma carga, um soterramento, uma dificuldade de respirar, uma sensação de peso físico nos ombros de estórias molhadas e até algumas secas da parte de quem contava, mas que não iludem os Ouvidos ambulantes nem passam despercebidas. 

Parece que a pessoa levou um corte e conseguiu fazer um transplante deste corte. Como pode? 

Como pode a perpetuação tão repetitiva de mesmíssimas estórias? Lembro de outras e mais outras pessoas e suas estórias de casa cheia pois tinham dinheiro e davam festas. Por que não fazem apologia a visitas pelo simples fato de neste lugar ter alguém com quem você se importa?

Por que não fazem apologia a visitas pelo simples fato de neste lugar ter alguém com quem você se importa?

Outra questão é que se você passou a vida toda recebendo visitas não aprendeu que as pessoas também podem se ressentir de você não ter feito o movimento oposto.

Será que o mundo todo tem que ir até você? Aí um dia, com olhos que se molham a cada 15 minutos, você percebe que praticou um venham a mim e ao reino dos outros nunca.

E é essa mais uma questão. E é essa mais uma reflexão.

Os Ouvidos ambulantes e seus parceiros Olhos, juntamente com a Boca e todo um Extra Terrestre que vaga por aí sentiu uma vontade de consertar o mundo e viu como é impotente. 

De novo. Já não tão novo.


Francisco Braz Neto (14/11/2020)

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Diga. Escreva. Diga! Escreva!

 Diga.

Diga o fato. Diga!

Escreva o fato. Escreva!

O não dito é esquecido. O não escrito é esquecido.

O ruim escrito faz efeito. Faz muito efeito e faz muito mal.

Os seus defeitos são vistos, apontados, usados contra você.

Se suas qualidades são fatos, diga! Diga a si mesmo. Reconheça-as para si.


Escreva. Escreva para si, registre, marque, guarde na memória e faça visitas sempre que julgar oportuno.

Não terás colunas nas quais poderás adornar com registros de tudo que desejas lembrar, salvo sejas bilionário, não poderás erguer monumentos nos quais as paredes estarão repletas de suas estórias, repletas de vossas coragens e virtudes. Não somos faraós, não somos reis, eu não sou. Se és, meus parabéns.

Se não és sei que há qualidades em ti e sendo fatos diga, sendo fatos escreva-as, registre-as e orgulhe-se. Tudo isso se assim quiseres, mas sugiro que não se envergonhe de ter virtudes. O mundo de cabeça para baixo.

O mundo de cabeça para baixo e há tanto tempo e em tantos círculos, tantas culturas, tantos discursos, tantas pregações são para guardar virtudes em um local escuro e esquecido. Não saia com um carro de som alardeando suas virtudes, não estou fazendo apologia ao deboche, não estou dizendo para tornar-se recordista em boçalidade nem algo nesta linha de pensamento. É para si, é para combater destruidores de estima e para saúde mental. 

Diga!

Diga. Escreva. Diga! Escreva!

Não é uma ordem. É sugestão, um conselho, um palpite e assim um dia alguém me conta que efeito causou.

Eu conto. Um conto. Sem fadas. Com gente de verdade.


Francisco Braz Neto(19/10/2020)  

   







sábado, 5 de setembro de 2020

Se é amor, o que você faria?

 Se fosse amor você cuidava?

Se é amor, você cuida?

Quando é amor você guarda? E de manhã você lembra?

E o que você faria?

Dava sangue.

Dava ombro.

Dá carinho.

Dá prioridade.

Dá?

É amor?

Tem certeza?

Se for conveniência não vale. Se for interesse não vale. Se for qualquer coisa, mas não é amor...

Não vale!

O que você faz? O que faria? De certeza!!!!

Ajoelhava?

Passava noites em claro?

Pedia desculpas?

Pedia perdão?

Pedia mais uma chance?

Perdoava a bilionésima vez?

Muitas perguntas, não é?

E cadê as respostas? As sinceras. As verdadeiras. As nuas. As cruas.

O que realmente você faria?

O que realmente você fez?

O que realmente você faz?

O que realmente você fará?

Acorda mais cedo?

Prepara o café da manhã?

Faz uma massagem?

Escuta um desabafo?

Abre a lata e o saco?

Prepara mais uma refeição?


O que você fez? O que você faz? O que você fará?

O que você faria?

Não tens máquina do tempo. Tens apenas o pensamento e domínio das próprias ações.

Não das ações dos outros.

Você faria o que?

Sairia mais cedo do trabalho? Explicava que o seu amado estava adoentado e por isso queria ir cuidar dele?

Mudaria os planos do final de semana ou mudava a vida inteira como desistir até de mudar de país? 

Uma resposta. Se é amor, quando é amor, por amor eu mudo e já fiz isso algumas vezes. Fiz uma vez em 2004, fiz novamente em 2010 e fiz mais outra vez em 2017. Só para relembrar algumas vezes em que mudei tudo por amor.

Eu quero saber de você! E você, o que fez? O que faria? O que fará?

Por amor. Por quem amas. 

Vai cortar o cabelo? Vai limpar a casa? Vai ouvir uma música que nem gosta tanto? Vai ao cinema? Vai aprender a declamar poemas? Vai estudar mais? Vai sair mesmo super cansado(a)? Vai ler livros? Vai usar uma determinada roupa? Vai mudar a alimentação? Vai resolver cada problema, probleminha e problemão?  


É amor.

Não me venha com desculpas.

Não há espaços para desculpas no amor.

Se nem sabes o que é amor. Se nem sabes o que é amar, então cala-te! 

O que você faz por amor?

A maior pergunta é esta.

Diz! O que fazes por amor?

O que eu fiz?

Dei minha vida.

E quem a recebeu até disse que sabe disso.

Quem eu amo sabe disso.

Nada menos! Nada mais! 

Minha vida.

Qual o valor disso?

Para quem põe valor que responda.

Para mim não há preço e o valor é inefável.

E eu corto o cabelo, cozinho, costuro, passo ferro nas roupas, acordo mais cedo, durmo mais tarde, arrumo a casa, lavo a louça, lavo as roupas, faço feira, guardo feira, pinto, conserto, faço serviço de ancanador, marceneiro, pedreiro, motorista, carregador, dou remédio, faço chá, levo pra escola, busco na escola e tudo mais que for possível.

E ainda acho sempre pouco.

Só não acho pouco dar minha vida e mesmo assim eu dou.

Quem eu amo merece meu máximo, meu tudo!

Francisco Braz Neto (05/09/2020)





terça-feira, 11 de agosto de 2020

Filósofo de terça de pandemia

Está certa a informação que o capitalismo existe do século XV pra cá?

Que mundo perfeito em que uma vida valia o mesmo que a outra existia ou existiu antes do Capitalismo?

Realmente há muita coisa triste na humanidade, as atribuições de culpa é que me parecem bizarras. Encontre esse tal Capitalismo e o matem!

Não.

Não!

O problema não é nem nunca foi o Capitalismo, nem o Comunismo, nem outros ismos, o problema é o ser humano.

"Se morrer enterra."

Enquanto vivo se coloca a culpa em algo ou alguém no lugar de se assumir culpas e enxergar as coisas como são.

Francisco Braz Neto(11/08/2020)

terça-feira, 23 de junho de 2020

Amor próprio e a reflexão

Faz sozinho?
Faz sozinha?

A reflexão? Sim.
Possível.

O amor? Sim.
Possível.

Prefiro amor dos outros e então, logo ao lado, par e passo, o amor próprio.

Tá muito marketing para essa estória de amor próprio. 

Tá bonitinho. 
Fofo!

E eu acho que está faltando verdade nua.
Está faltando verdade crua.

Amor próprio é massa, mas três pontinhos...
Um
Dois
Três

Amor próprio não abraça.
Amor próprio não conversa.
Amor próprio não leva pro hospital.
Amor próprio não faz cafuné.
Amor próprio não tem ombro.
Muito menos tem ouvidos.
E quando eu estou ferido.
Não me põe em abrigo.

Amor próprio é massa, todavia três pontinhos...
1
2
3

Amor próprio não me telefona.
Não acerta por acaso uma hora que tanto preciso de carinho.
Não recebe meus presentes.
E jamais será gente.
É massa.
É bom.
Se ame!
Me amo!
E eu prefiro amor dos outros vindo em minha direção. Logo ao lado, par e passo amor próprio. Porque é bom. É massa! É legal, entretanto...
Três pontos.
Pontinhos...
Pontões•••

Amor próprio não divide uma cerveja.
Não senta comigo à mesa.
Não sugere a sobremesa.
Não tem cheiro ou certeza.
Não tem gosto nem desejo.
Não espanta a solidão.
E se ainda acha pouco.
Esse teu amor próprio que já nem te socorre ao hospital.
Jamais derramará uma lágrima no dia do teu funeral!

Agora me diz que entendeu.
Eu admito que o amor próprio é importante.
Só não é ele que vem antes pois já nascemos amados sem nem saber o que é amor.
Nem amor por nós nem por ninguém. Amor é o sentimento mais sofisticado que existe e tem muita gente querendo torná-lo banal, mas não entendem que é impossível pois os que tentam sequer conhecem esse tal.

 O Amor?
Sim! É possível.
A questão é que não é para todos. 
Nem por todos.
Nem sempre por si mesmo.

Infelizmente, há quem não o conheça em nenhuma de suas formas.

Alguns nem amam e nem se deixam amar.

Tirando o marketing não é tão fofo assim.
Tirando o marketing não é tão bonitinho.
É cru.
É nu.

E não segura minha mão.
Não faz curativo.
Não faz massagem.
Não sussurra no pé do ouvido.
Não canta.
Não seduz.
Por mais que seja amor.
Por mais que seja próprio.
E quando for pouco é só lembrar que nunca irá derramar uma lágrima por você nem por mim em nenhum momento nem mesmo em nossos funerais.
É um amor que não tem empatia com o seu adeus a este mundo. Lhe abandona junto com seu último suspiro enquanto outros amores perdurarão.
E eu quero os amores que vêm dos outros vindo em minha direção. Esses cheios de braços e abraços, problemas e diversão. Esses amores que me trazem a certeza que o meu amor próprio não é uma própria ilusão.

Francisco Braz Neto (23/06/2020)

 








segunda-feira, 1 de junho de 2020

Prisões políticas.

Tento incansavelmente ver as situações da vida quase que de forma matemática, com lógica e sem "subliminaridades"(mais um neologismo meu), logo, num país tão problemático quanto o nosso, o país onde "o poste faz xixi no cachorro" a torcida deveria ser para acabar o tudo pode. Voltando a envolver a parte política, acho que até o Luís foi preso por questões políticas. Não confundir com eu achar ele inocente, mas também somos o país da impunidade, tanto que o Luís está o que? Solto! Eu marchei bradando fora Dilma, mas além de tirá-la eu queria Luís preso e que não parasse nele. Queria que nós tivéssemos aprendido a sermos exigentes com os políticos. O que foi que de fato ocorreu? O preso está solto e há muita energia e fogo cruzado do povo contra o povo. O mais triste é a energia gasta para proteger quem não precisa de proteção. Biquíni Cavadão: somos do povo, Zé do povo Zé ninguém, aqui embaixo as leis são diferentes. Lá em cima eles estão bem, obrigado.

Francisco Braz Neto (01/06/2020)

Eu sou o fotógrafo!

Eu sou o fotógrafo!
Essa foto me enche de orgulho. Eu acho que ficou perfeita.