segunda-feira, 1 de outubro de 2018

O dia depois de amanhã

É o nome de um filme. Se eu fosse capaz de aprender algo, somente se eu fosse capaz de alguma inteligência, diria que aprendi bastante com filmes.
Cada filme massa!
Cada filme fera!
Cada filme porreta!
Cada filme arretado de bom!
E depois de amanhã o que teremos aprendido?
O que aprendemos hoje?
Que humanos fazem humanices tanto quanto cachorros fazem cachorradas e macacos fazem macacadas e camelos cameladas.
Quero a autoria, também pode ser a patente, de "humanices" e "cameladas".
Segue o baile.

Depois de amanhã você terá problemas. Como eu sei disso? Fácil demais! Tão fácil que nem sei explicar. A palavra demais é para quando passou da medida. Quem enche com a medida adequada não diz demais. Quem fala a quantidade adequada não fala demais, e, se amanhã não for um dia fora da curva, não acontecerá nada demais.

Não é do roteiro, não está combinado, não consta no script. Amanhã começa a Terceira Guerra Mundial. Não leu o memorando? Começando uma guerra tão grande não foi por me perguntarem. Minha opinião está tão irrelevante quanto sempre esteve e a de muita gente também continua igual ou até pior. E como não temos importância suficiente para sermos avisados, sabemos apenas que essa guerra, que é tão somente mais uma dentre tantas que os humanos travaram, é apenas: "humanos fazendo humanices".

Depois de amanhã segue um número acima de 7 bilhões. Deixa eu colocar com os zeros. Depois de amanhã segue um número e ele é: 7.000.000.000 e ainda posso colocar em potência de 10. Estou brincando, não sei colocar potência de 10 aqui usando o teclado. Aqui no Brasil são só 200 milhões. Só 200 milhões e é uma zoada! Pense! E tem gente que acha que depois de amanhã a briga acaba. Vão mudar tudo. Você vota, seu candidato vence e o vizinho chato some, as pessoas que discordam de você somem e está estabelecida a solução da humanidade. Não mais fake news, não mais problemas, pois problemas só existem por não ser o meu candidato que está no poder. Depois de amanhã tudo que me incomoda acabará pois minha ideologia e tudo que eu penso será decretado como verdade.

A bem da verdade, não há tantas pessoas pensando diferente. Basta ver que os casais sempre concordam em tudo. Pais e filhos também. Amigos, irmãos, primos, colegas, parceiros e até adversários, o mundo é bem assim, unanimidades e mais unanimidades. E depois de amanhã, meu candidato vence, pode ser com a diferença de apenas um voto. Aliás, que seja de um voto exato, nada de ser diferença de 10 ou 100 votos, precisa ser diferença de um para que eu diga que foi por minha causa. Quero esse protagonismo e esfregar na cara de quem votou em branco ou nulo que foi por causa deles que foi tão sofrido.

Por falar em votos brancos e nulos, vocês por acaso já viram as campanhas e discursos contra os votos brancos e nulos. Hoje vi um vídeo no WhatsApp que era sobre um sanduíche que era feito sem que quem fosse provar tivesse escolhido pois quem escolheu os recheios foram outras pessoas. Gente, eu adorei, quem me conhece sabe que tenho por princípio reconhecer a inteligência dos outros e achar que, em princípio, basta ser humano que é inteligente. Caríssimos leitores, eu já votei bastante em branco e nulo. Vou continuar votando e agora vou fazer minha metáfora. Vou criar minha estorinha e espero que entendam.

A minha estorinha é montada com você que abomina o voto branco e nulo tendo que escolher uns sanduíches. Até aí está igualzinho, não é? No vídeo de hoje eu acho que só tinha uma opção, porém eu serei bonzinho e na minha estorinha o eleitor("escolhedor" de sanduíches) terá várias opções. No vídeo o sanduíche já era ruim por ter sido feito pelos outros, isso me bastaria para que o voto branco se justificasse, mas apesar de ruim as cobaias provaram. Na minha estorinha eu aviso que nas opções que eles têm para escolher os recheios são pus com ovos podres, no outro vômito com carne podre e uma terceira opção é cocô de animais doentes com catarro e um pouco de larvas. Gente, sou muito bonzinho, eu dou a opção de não comer nenhum dos sanduíches. Sacou? Entendeu? Nem precisou desenhar. Quem vota em branco ou nulo diz, e tem todo direito de assim o fazer, que nenhum candidato presta para ele. Na verdade é o eleitor mais triste do momento. Bom é se sentir representado. Torcer por alguém. Compartilhar alegremente pensamentos que encontram eco. Todos parte de uma mesma torcida. Então, da próxima vez que alguém te falar que vai votar branco ou nulo seja mais empático e solidário.

Depois de amanhã todos estarão no mesmo planeta até que a Marte os separe.

Francisco Braz Neto(01/10/2018) 










 




Eu ainda não cansei de perguntar.

Quantos pobres e miseráveis há no Brasil? Uma centena? Eles além de pobres são conhecedores dessas informações que todos nós nas redes sociais alardeamos conhecer? Antes de qualquer resultado das eleições e a cada dia que passa o Brasil já é o que é. Não é uma eleição nem um candidato que fará o que cada um individualmente deveria fazer. Eleição é uma gota d'água no oceano de coisas que precisamos fazer para o Brasil realmente melhorar.
#aeleicaonaomudaraoqueobrasiljae
#aeleicaonaofazdesaparecerquempensadiferentedevoce

Francisco Braz Neto(01/10/2018)

terça-feira, 17 de julho de 2018

Acredite ou não.

Só se eu soubesse o que é o amor eu poderia explicá-lo.
Se fosse dado à mim a missão de definir o que quase todos os humanos já tentaram, o que quase todos os humanos experimentaram e que alguns aceitam e outros rejeitam, como eu me sairia?

Eu, ao falar de amor, faço-o após textos consagrados. Ao ter essa ousadia é para sangrar com as pedradas das impiedosas comparações com autores de um olimpo inalcançável.
Então vem a coragem imensa e invencível de quem sente.
A cada vez, a cada diálogo, a cada prova e cada dúvida, cada passo e descompasso.
Repetição.
A cada um que o definiu e assim o fez com maestria, eu digo:
- Eu sinto.
Repetição.
A cada um que o explicou e assim emocionou com o que dizia, eu digo:
- Eu sinto.

Teorias e opiniões. Não diga que ama, mostre com atitudes!
Teorias e razões. Diga que ama! Não deixe ficar subentendido.
Poemas, poesias e até dissertações. Na música dizia bem no refrão.
E eu com tudo isso?
Transbordo, transpiro, emoção...
E se não for o suficiente?
A vida terá sido em vão.

Esquece de cada segundo, dos atos, olhares e gestos.
Agora faz o contrário.
Volta para o primeiro segundo.
Repete o filme.
É amor?
Lembre de cada ato, olhares e gestos.
Respira e encara a si mesma.
Em que cena o filme chegou?
Explico o amor em palavras.
Eu sinto e é tudo que sou.

No gesto, palavra e em tudo
Eu sinto de um jeito tão forte
Em texto se materializou.
Que provas mais precisas?
Sussurra que o tempo chegou.
Quando não mais existir quem te implora
Sentir é o que explica e apavora
Amor de quem sempre te amou.

A definição se faz dia a dia.
Quem pode se apropriar dessa imensidão?
Onde o amor caberia?
De casa, chama o coração.
Intelectuais falam dele em teoria.
A literatura enfeita com perfeição.
Esculturas e palácios o reverenciam
Amor tenho dentro do peito
À ti entrego com paixão
No dia que for ao limite
Te dou até minha vida
Defina, duvide e medite!
Amor é sentir por sentidos.
Te amo, acredite ou não.

Francisco Braz Neto(17/07/2018) 






sábado, 16 de junho de 2018

Paixão é um risco.

Aprendo. Aprendi. A soltei.
Soltei a mão da segurança.
Soltei de vez.
Humilde e desnudo.
Pavor absurdo!
Quando consigo, ... fico mudo.

Amor e paixão. Paixão e amor.
Par ímpar!
Par forte!
Pesados.
Risco no passado.
Digito no presente.
Dúvida no futuro.
Certeza é que sempre risco
Um risco maior
Risco menor
Escrevo arisco
Sobre como me arrisco
É penhasco
É vulcão
Mais um precipício.

Francisco Braz Neto(16/06/2018)

Dores emocionais

Dores são tão únicas quanto cada ser humano pode ser.
A recuperação de cada uma, idem. 

Dores físicas, visíveis e aceitas.
Está lá!
Estão lá!
Acreditadas.
Fraturas, cortes, arranhões, ...
Queimaduras, hematomas e lesões.
Quem cura?
Quem trata?
Quem estuda?
Quem maltrata?
Duvidar é o que mata.

Dores emocionais, invisíveis e não aceitas.
Está lá!
Estão lá!
Desacreditadas.
De frescuras, chamadas.
Acham que é difícil ser real.
Tristezas, saudades, solidões, ...
Desprezo, esquecimentos e desilusões.
Quem cura?
Quem trata?
Quem estuda?
Quem maltrata?
Duvidar é o que mata.

Enquanto pulsa
Afasta
As dores sem nome e sem forma
Devasta
A primeira vez que as senti?
Nasça!
Nó na garganta é tão físico
Ataca!
Remédio! Remédio proibido! 
Farmácia.
Na falta
Na ausência
Na escuridão
No meio da multidão
Me abraça.
Enquanto estudam, curam e tratam...
Duvidar é o que mata.

Francisco Braz de Macêdo Neto(16/06/2018)







segunda-feira, 11 de junho de 2018

Pedindo desculpas


Desculpa

Sincera

A de segunda-feira, a de terça-feira, a de quarta-feira, a de quinta-feira, a de sexta-feira, a de sábado, a de domingo.

Desculpas

Sinceras

A de segunda-feira, a de terça-feira, a de quarta-feira, a de quinta-feira, a de sexta-feira, a de sábado, a de domingo.

Desculpas

De joelhos

A de segunda-feira, a de terça-feira, a de quarta-feira, a de quinta-feira, a de sexta-feira, a de sábado, a de domingo.

Desculpas

Pelo dito, pelo não dito, pelo feito e o não feito.
Desculpa pelo desfeito.

Desculpas pelo que fizeram, pelo que não pude evitar que fizessem e pelo que farão.
Desculpas pessoalmente, por escrito, pelo escondido e pelo rosto atrevido. Desculpa pela tristeza que me invade sem me pedir.
Desculpas eu peço mesmo que não aceites.
Desculpas em vídeo, em público, ao vivo, ao pé do ouvido, correndo perigo de ser desmedido.
Desculpas pelo que eu fiz e pelo que não fiz. Desculpas pelo que farei e pelo que não farei.

Desculpe mãe, eu me arrependo.

Desculpe pai, vou aprendendo.

Desculpa irmãs, só deu para ser isso.

Desculpa irmão, não segurei tua mão.

Desculpem todos os que puderem me desculpar, eu não sei saber. Eu não sei fazer nem desfazer.
Não sei se acerto pedir desculpas, vou tentar um treinamento intensivo. Vou ficar praticando até pedir bem pedido.

Desculpa

Insistente

Pelo erro recorrente

A de segunda-feira, a de terça-feira, a de quarta-feira, a de quinta-feira, a de sexta-feira, a de sábado, a de domingo.

A da semana passada, do mês passado e de todos os meses até que completem um ano de desculpas e depois tomo fôlego e peço mais desculpas.

Desculpas pelo ano passado e pelos anos passados. Desculpa o mau humor, o tom de voz, a presença, a ausência, a displicência, a interferência e a minha existência. Tentei dizer que não queria ser resto, muito menos tão ser de não ser.

Desculpas pelo drama, eu ensino um segredo, joga o resto fora que ele não incomoda nunca mais. Resto parece defunto, fica tão quieto. Desaparece bem, fica invisível e nem produz som. Nem para pedir novas desculpas ele volta. Fica segurando a vontade de se redimir por saber que não consegue.
Desculpas pelo pronome errado, pelo mal-entendido, pelo texto, pelo contexto, pelo exposto, pelo gosto, pelo desgosto e por tirar o sorriso do rosto.

Desculpas por pedir demais, por errar a dose, por ficar triste e não guardar tudo para mim. Sou muito apegado aos meus pedaços. Fico tentando ter coisas que só eu tenho apego. Tenho apego ao que me fez companhia por muitos anos. Dou umas conversadas com minha amiga Tristeza e faço uns cafunés na minha parceira Solidão. Meu semblante muda nessas horas. Meu rosto muda mais ainda e por mais tempo pela confidente de todas as horas chamada Mágoa e se ela vier com a turma completa não tem curso de teatro que me salve para eu ficar com o rosto melhor.

Desculpas a quem magoei, a quem amo e contra quem cometi injustiças. Não precisa de muita reflexão. Não quero ter razão. Bem assim, simples e direto. Eu estou errado, estava errado, estarei, estaria, estive e se eu puder vou tentar errar menos de agora em diante. Até queria ter aprendido a desnascer. Sejam todos muito felizes.



Francisco Braz Neto(11/06/2018)

Eu sou o fotógrafo!

Eu sou o fotógrafo!
Essa foto me enche de orgulho. Eu acho que ficou perfeita.