segunda-feira, 19 de abril de 2021

Direito meu, direito seu.

 1) O cara quis colocar o filho como embaixador passando por cima dos que estudaram arduamente para isso. Claro nepotismo, mas você achou que isso não é nada demais. 

Direito seu. 

 2) O cara acabou com uma operação contra corrupção falando que não tem mais corrupção no governo. Mesmo que tenha sido justamente essa operação que mais fez justiça e lavou um pedacinho da alma de quem clama por menos impunidade. Você acredita nisso. 

Direito seu. 

 3) O cara não privatizou praticamente nada e manteve até mesmo a TV que o Luís criou. Mas você arrumou uma maneira de tapar os olhos para isso. 

Direito seu. 

 4) O cara não cortou um privilégio para si e fica com demagogia com ceninhas de refeição em lugar barato. Mas você acha que ele vive uma vida severina, espartana bem irmanado com os pobres e miseráveis do país ele diz tanto amar. 

 Direito seu. 

 5) O cara não tem histórico de combate a corrupção nenhum e surgiu do nada após quase 30 anos de vida pública. De repente você acredita que é uma pessoa honesta. Faz sentido? Ah, tá! 

Direito seu. 

 6) O cara fez o mesmo que o Luís fez quando quis garantir a cadeirinha e você mais uma vez passou o pano. Nada de criticar as associações que eram excusas quando feitas por outros. #vivaocentrão #conveniênciaéboia

 Direito seu. 

A lista é imensa. 

Direitos são muitos. 

Todos têm direito de encher o saco. 

Eu tenho o de dizer que quem não gosta de um merda não tem obrigação de comer a outra. 

Não tem c.... p.... nem nada de isento! Tem é opinião firme, clara e objetiva. 

Ofendam-se a vontade. 

Eu reclamo dos poderosos e lamento muito que aqui embaixo tenhamos trocado o único papel decente que é o de fiscalizar e cobrar pelo de babar. 

Quem me responde quem era Sarneyzista? Quem me responde quem era Collorista? Quem é que era ou é Itamarista? 

Quem é ou era Temerista? 

Quem era ou é Fernandista? 

 5 X 2 e estamos querendo um placar adverso. Não é?

Está parecendo. 

Vamos virar um país de babões. É isso mesmo? 

Vamos ser melhores e mais felizes brigando em nome de paixões por políticos? 

Sério isso?!!!!!!!! 

Por que será que sei a resposta? Será que é por ver todos os dias, sem uma pausa sequer, as defesas dos seus amados? 

Nossa. Como são lisonjeiros os tratamentos que uns dão aos outros! Como lavam a alma a cada ataque ao seu igual. Sim ao seu igual. Quantas vezes a conversa inicia e termina sobre uma pauta ou sobre o político? 

Eu digo: Luís é ladrão! Pula um achando que foi um xingamento pessoal. A pessoa acha que ela foi chamada de ladrão. O famoso: "tomar as dores." 

Eu digo: O enviado é ladrão! Dá no mesmo! Quantas estórias repetidas. Amigos, filhos, frutas, defensores, brigas com jornalistas/imprensa, discursos repetidos pelos defensores em uníssono. 

Raul Seixas fez uma musica que dizia: "o dia que a terra parou". Eu digo: o dia que a política religião se tornou. 

Observação: não tomem para si ofensas que não lhe cabem, mas se a carapuça está lá e você vai sair na porrada para usá-la não posso impedir. 

Francisco Braz Neto (19/04/2021) Dia do índio! Os que mais são esquecidos em zilhões de ocasiões.

sábado, 10 de abril de 2021

Roteiro.

 Começo feliz. 


Meio feliz inteiro. 


Final feliz. 


Por que não?


Já imaginaram e escreveram todos os roteiros com muita tristeza e sofrimento. 

O herói só vence no fim.

A heroína só triunfa no final. 

É meu. Meu roteiro. 

Como sei o que é bom sem o ruim? Sei por ver o ruim sem tê-lo concreto. Sem sê-lo meu. Sendo observado. 

Então olha o filme. Começo feliz, meio inteiramente feliz e final feliz. 

É ficção. É ficção, óbvio! Dãããã!!!!!!

É ficção?

Da vida de quem? Do roteiro de quem?

É meu roteiro. 

Rota. 

Destino.

Detiny is all!

Tudo que tenho é o roteiro feliz para o presente do dia.

Experimente você também um começo, um meio e um fim felizes.

Tudo assim. 

É ficção. 

É sua vida?

É seu... roteiro?

Roteiro. 

Francisco Braz Neto (10/04/75)

quinta-feira, 25 de março de 2021

Mais letras, palavras e pensamentos.

 Seres humanos acreditam no que desejam e não na realidade. Morrem e matam pelo que acreditam. Sempre foram assim. Possivelmente serão por toda a existência do animal humano.

Francisco Braz Neto (25/03/2021)

sábado, 14 de novembro de 2020

Os Ouvidos ambulantes.

 Título.

O título poderia ser enorme, já um texto inteiro. O Ouvido ambulante, os Olhos itinerantes e as estórias que presenciam.

E foi ontem, comparando ao dia que está sendo escrito o texto. Foi mesmo uma sexta-feira 13. Dia 13 de novembro de 2020. O ano da pandemia mundial e o mesmo ano de muita chuva no sertão.

É muito do mesmo. Uma mensageira do presente com muitos anos vividos me fala das desventuras que tornam seus dias um tormento. E enquanto me contava aqui e alí molhava a face.

E contava de quando tinha casa cheia. Cheia de gente, cheia de vida, cheia de vidas e quase todas ingratas. Era casa cheia enquanto ela teve comida e bebida para oferecer. Talvez quando ela tinha jovialidade também tenha experimentado muita oferta de companhia e igualmente quando teve beleza ou seja qual atrativo possa ser citado.

 Mas quando e onde ela estava nas aulas da vida? Ela não sabia que, se tivesse vida longa, dificilmente não descobriria que muita gente nas vidas de cada um de nós só está perto para aproveitar algo que tenhamos a oferecer?

Eu não cito nomes. Não vou citar. Pode ser que alguém queira dizer que é apenas uma imaginação minha, apenas do "fantástico mundo de Francisco", esse mundo ilusório. Algumas coisas só são verdadeiras para quem vive o bastante para ter a experiência por si mesmo. Não possuem a capacidade ou o interesse em observar vidas e exemplos dos mais experientes.

E o Ouvido ouviu. E os Ouvidos ouviram. São ambulantes. São itinerantes. Ouviram lamúrias e estórias de uma tristeza profunda. E olhos foram forçados a produzir um tipo de H2O, uma variação conhecida desde o nascimento: - bate no bebê para ele produzir algo que ele produzirá um tanto mais na vida.

E os Olhos tão parceiros dos Ouvidos tiveram que receber ordens de se conterem. Esses Olhos já estão acostumados a guardar gotas para momentos em que só estejam o esquerdo em companhia do direito e nessa circunstância podem desaguar.

E a memória traz o mensageiro do futuro e o muro, traz a senhora que por anos apanhava do marido, traz a moça abusada sexualmente desde muito nova, traz uma avalanche, uma carga, um soterramento, uma dificuldade de respirar, uma sensação de peso físico nos ombros de estórias molhadas e até algumas secas da parte de quem contava, mas que não iludem os Ouvidos ambulantes nem passam despercebidas. 

Parece que a pessoa levou um corte e conseguiu fazer um transplante deste corte. Como pode? 

Como pode a perpetuação tão repetitiva de mesmíssimas estórias? Lembro de outras e mais outras pessoas e suas estórias de casa cheia pois tinham dinheiro e davam festas. Por que não fazem apologia a visitas pelo simples fato de neste lugar ter alguém com quem você se importa?

Por que não fazem apologia a visitas pelo simples fato de neste lugar ter alguém com quem você se importa?

Outra questão é que se você passou a vida toda recebendo visitas não aprendeu que as pessoas também podem se ressentir de você não ter feito o movimento oposto.

Será que o mundo todo tem que ir até você? Aí um dia, com olhos que se molham a cada 15 minutos, você percebe que praticou um venham a mim e ao reino dos outros nunca.

E é essa mais uma questão. E é essa mais uma reflexão.

Os Ouvidos ambulantes e seus parceiros Olhos, juntamente com a Boca e todo um Extra Terrestre que vaga por aí sentiu uma vontade de consertar o mundo e viu como é impotente. 

De novo. Já não tão novo.


Francisco Braz Neto (14/11/2020)

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Diga. Escreva. Diga! Escreva!

 Diga.

Diga o fato. Diga!

Escreva o fato. Escreva!

O não dito é esquecido. O não escrito é esquecido.

O ruim escrito faz efeito. Faz muito efeito e faz muito mal.

Os seus defeitos são vistos, apontados, usados contra você.

Se suas qualidades são fatos, diga! Diga a si mesmo. Reconheça-as para si.


Escreva. Escreva para si, registre, marque, guarde na memória e faça visitas sempre que julgar oportuno.

Não terás colunas nas quais poderás adornar com registros de tudo que desejas lembrar, salvo sejas bilionário, não poderás erguer monumentos nos quais as paredes estarão repletas de suas estórias, repletas de vossas coragens e virtudes. Não somos faraós, não somos reis, eu não sou. Se és, meus parabéns.

Se não és sei que há qualidades em ti e sendo fatos diga, sendo fatos escreva-as, registre-as e orgulhe-se. Tudo isso se assim quiseres, mas sugiro que não se envergonhe de ter virtudes. O mundo de cabeça para baixo.

O mundo de cabeça para baixo e há tanto tempo e em tantos círculos, tantas culturas, tantos discursos, tantas pregações são para guardar virtudes em um local escuro e esquecido. Não saia com um carro de som alardeando suas virtudes, não estou fazendo apologia ao deboche, não estou dizendo para tornar-se recordista em boçalidade nem algo nesta linha de pensamento. É para si, é para combater destruidores de estima e para saúde mental. 

Diga!

Diga. Escreva. Diga! Escreva!

Não é uma ordem. É sugestão, um conselho, um palpite e assim um dia alguém me conta que efeito causou.

Eu conto. Um conto. Sem fadas. Com gente de verdade.


Francisco Braz Neto(19/10/2020)  

   







sábado, 5 de setembro de 2020

Se é amor, o que você faria?

 Se fosse amor você cuidava?

Se é amor, você cuida?

Quando é amor você guarda? E de manhã você lembra?

E o que você faria?

Dava sangue.

Dava ombro.

Dá carinho.

Dá prioridade.

Dá?

É amor?

Tem certeza?

Se for conveniência não vale. Se for interesse não vale. Se for qualquer coisa, mas não é amor...

Não vale!

O que você faz? O que faria? De certeza!!!!

Ajoelhava?

Passava noites em claro?

Pedia desculpas?

Pedia perdão?

Pedia mais uma chance?

Perdoava a bilionésima vez?

Muitas perguntas, não é?

E cadê as respostas? As sinceras. As verdadeiras. As nuas. As cruas.

O que realmente você faria?

O que realmente você fez?

O que realmente você faz?

O que realmente você fará?

Acorda mais cedo?

Prepara o café da manhã?

Faz uma massagem?

Escuta um desabafo?

Abre a lata e o saco?

Prepara mais uma refeição?


O que você fez? O que você faz? O que você fará?

O que você faria?

Não tens máquina do tempo. Tens apenas o pensamento e domínio das próprias ações.

Não das ações dos outros.

Você faria o que?

Sairia mais cedo do trabalho? Explicava que o seu amado estava adoentado e por isso queria ir cuidar dele?

Mudaria os planos do final de semana ou mudava a vida inteira como desistir até de mudar de país? 

Uma resposta. Se é amor, quando é amor, por amor eu mudo e já fiz isso algumas vezes. Fiz uma vez em 2004, fiz novamente em 2010 e fiz mais outra vez em 2017. Só para relembrar algumas vezes em que mudei tudo por amor.

Eu quero saber de você! E você, o que fez? O que faria? O que fará?

Por amor. Por quem amas. 

Vai cortar o cabelo? Vai limpar a casa? Vai ouvir uma música que nem gosta tanto? Vai ao cinema? Vai aprender a declamar poemas? Vai estudar mais? Vai sair mesmo super cansado(a)? Vai ler livros? Vai usar uma determinada roupa? Vai mudar a alimentação? Vai resolver cada problema, probleminha e problemão?  


É amor.

Não me venha com desculpas.

Não há espaços para desculpas no amor.

Se nem sabes o que é amor. Se nem sabes o que é amar, então cala-te! 

O que você faz por amor?

A maior pergunta é esta.

Diz! O que fazes por amor?

O que eu fiz?

Dei minha vida.

E quem a recebeu até disse que sabe disso.

Quem eu amo sabe disso.

Nada menos! Nada mais! 

Minha vida.

Qual o valor disso?

Para quem põe valor que responda.

Para mim não há preço e o valor é inefável.

E eu corto o cabelo, cozinho, costuro, passo ferro nas roupas, acordo mais cedo, durmo mais tarde, arrumo a casa, lavo a louça, lavo as roupas, faço feira, guardo feira, pinto, conserto, faço serviço de ancanador, marceneiro, pedreiro, motorista, carregador, dou remédio, faço chá, levo pra escola, busco na escola e tudo mais que for possível.

E ainda acho sempre pouco.

Só não acho pouco dar minha vida e mesmo assim eu dou.

Quem eu amo merece meu máximo, meu tudo!

Francisco Braz Neto (05/09/2020)





terça-feira, 11 de agosto de 2020

Filósofo de terça de pandemia

Está certa a informação que o capitalismo existe do século XV pra cá?

Que mundo perfeito em que uma vida valia o mesmo que a outra existia ou existiu antes do Capitalismo?

Realmente há muita coisa triste na humanidade, as atribuições de culpa é que me parecem bizarras. Encontre esse tal Capitalismo e o matem!

Não.

Não!

O problema não é nem nunca foi o Capitalismo, nem o Comunismo, nem outros ismos, o problema é o ser humano.

"Se morrer enterra."

Enquanto vivo se coloca a culpa em algo ou alguém no lugar de se assumir culpas e enxergar as coisas como são.

Francisco Braz Neto(11/08/2020)

Eu sou o fotógrafo!

Eu sou o fotógrafo!
Essa foto me enche de orgulho. Eu acho que ficou perfeita.