terça-feira, 2 de abril de 2019

Mensagem direta.

Quem precisa me falar que depois continua é quem já conhece o caminho. Quem nunca foi não sabe, não soube e nunca saberá mais que eu.
Para mim, certos assuntos, só valem mensagens diretas. Muleque de recado é carapuça que querem colocar o tempo todo.
Francisco Braz Neto (02/04/2019)

terça-feira, 26 de março de 2019

Intensssssidade...

A idade é.
A idade foi.
Talvez será.
Intensa compensa.

O dia foi e compôs a idade.
O dia passou a idade mudou.
O que aconteceu com a intensa?

Intensa pretensão
Imensa emoção
Infinita devoção
Senso de sensibilidade
Intensidade é opção?

Sete bilhões são ... intensos?
De pensamentos
Sete bilhões são ... momentos?
De acontecimentos
Controlados são ... nossa ilusão?
Descontrolados então
Imensidão

A intensa Idade
É a presente!
A intensa Dor
É a presente!
A intensa Felicidade
É a presente!
Embrulha então.
Põe laço
Enfeita e fita
Com fita faz enfeite
Presenteia a Idade
A Idade de uma vida intensa
Uma vida de intensa Intensidade.


Francisco Braz Neto(26/03/2019)


terça-feira, 19 de março de 2019

Eu, consultor imobiliário.


Às 5h.
Às 7h20.
Depois uma sequência de horas.
E eu vendo sonhos.
E eu vendendo sonhos.
E eu irei vender sonhos.
A casa, o apartamento, o terreno, o sítio, a fazenda, a chácara e por aí vai.
E pode ser novo, pode ser usado, de luxo ou minha casa minha vida o que não pode é se desmanchar.
Pode ser sonho que dura, sonho concreto, telha, gesso, porta, mobília, balcão e o sem fim que é uma casa virando um lar.
Tem sonho de R$120.000,00 e tem sonho de R$3.000.000,00. Tem sonho que é para esse ano e sonhos para depois.
E tem realizações. Essa parte alegre e festiva que emociona cada um de nós de uma forma única. O imóvel de uma vida ou só mais um na lista.
Em ambos os casos conquista.

Francisco Braz Neto (19/03/2019)

Quer uma consultoria imobiliária?
(081) 9 8208-7270

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Vivo para contar

A última braçada antes da borda.
A última antes de desistir.
Antes de chegar em terra firme.
Só vai contar quem estiver vivo.
Mesmo que não conte é quem pode.
Quem desistiu, não.
Quem não conseguiu, não.
Mereceria, melhor seria, mundo mudaria, ...
Quem saberia?
Quem saberá?

A última ficha antes.
Antes do sucesso.
Quantas foram?
Só contou quem sucesso foi.
Antes daquele dia
Que separaria
Antes e depois.

Vivo para contar.
Dia após dia.
Do dia anterior
Àquele que mudou
Por comparação
Que mais um dia era preciso
Antes que o paraíso
Estendesse a mão.

Uma passada a mais.
Um passo.
Um segundo.
Chance.
Uma.
Una.
Única.
Sabendo que nunca se sabe qual.
Sabendo que nunca se adivinha quando.
Sabendo que nunca é repetitivo junto da palavra desistir.

E você desiste?
A sabedoria é saber quando desistir.
De quem?
De si mesmo?
Nunca!
De quem se ama?
Nunca!
Bonito escrever assim.
E quem não sabe de quem já desistiu de si?
E quem não sabe de alguém que desistiu de quem ama?
Quando a dúvida e a certeza estão em uma batalha mortal.
E aí quem vence?
Quem descobre que mais um passo basta para atravessar o deserto?
Mais um dia para o sucesso?
Mais uma tentativa para acertar o alvo?
Mais uma palavra para o perdão?
Um segundo para a respiração?
O batimento do coração.
Pulso.
V
i
v
o
p
a
r
a
c
o
n
t
a
r
Uma estória bem bonita.
Que vivos contam.
Vencedores contam.
Do fundo do mar não conseguem ouvir.
Das dunas do deserto entre abutres que despedaçam a carcaça não conseguem ouvir.
Da criança desfalecida nas praias do Mediterrâneo não sai uma palavra.
Por isso, por aquilo, por muito, por muito menos e por muito mais: vivo para contar.

Francisco Braz Neto(22/01/2019)













terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Alucinações

Tive a impressão que ouvia.
Batidas na porta.
Todo dia.
Era alucinação.
Pensar que viria
Quem disse: não.

Tive a impressão visual.
Que ao meu lado estava.
Que pra sempre ficava.
Mesmo no temporal.
Era alucinação.
Eu tomei um remédio.
Me lembrei de um provérbio.
Sentei-me no chão.

Tive a alucinação mais direta.
Pensei que a pele macia
Sobre a minha fazia
Um carinho, uma festa.
Estava alucinado
Pensei que ao seu lado
Caminhava o poeta.
Mas ao jogar o dado
Na roleta da vida
Era só bater meta.

Foi o tato, audição
Visão bem iludida
E aí vem o cheiro
O maior desespero!
Miragem e perdição.

No paladar
Fico sabendo
A loucura completa
Alucinado eu sigo correndo
Sentido que ninguém acerta.
Achei que seria todo dia.
A alucinação que me resta.

Francisco Braz Neto(15/01/2019)






Segura

Mãos, duas, aguenta mais um pouco.
Peso líquido.
Peso drenado.
Sólido.
Pesado.
Na corda.
Acima do precipício.
Uma mão soltou.

Uma mão.
Não está mais inteira.
As duas, dez dedos.
Da última nem cinco restam.
Peso.
Da vida, da idade, das ilusões, das dez
Desilusões
Da culpa, do ciúme, do remorso, dos erros, De um
Um erro
Maior e mais pesado
Segurado.

Seguro.
Com toda a insegurança dos dedos restantes
Seguro na corda.
A corda que já fora forte e inteira.
Já foram plural.
Seis cordas.
Quem as tem só chora se quiser
Quem as teve só chorava se quisesse.
Partiram-se.
Uma, duas, ...
Resta uma linha
Tênue
Uma pauta
Escrevo.
Peso o peso
Aberto e fechado
O som.
Quem entende?
Quem entenderá?

Seguro o fechado
O peso da incompreensão
De mão dupla
Colisão frontal
Perda total
E um dedo
Heroicamente segura nos últimos segundos
Peso da entrega
Do desespero
Da desesperança
Do medo
Da responsabilidade
Da resposta
Da escolha
Da falta
Do desconhecido.

Poderia ser uma viagem.
Percurso na horizontal.
Mas veio a queda
O salto
O deslize
Os deslizes
Restou segurar na corda
Fingir tranquilidade
Assumir a maldade
Preparar para o fim
O percurso é vertical
Radical
Também será fatal

Pesado

Peso de novo
Peso da voz
Dos silêncios
Da mão que afaga e apedreja
Da boca que beija
Da falha
Da ausência
Da presença
Da hora
Erradaaaaaaa............
.......
.....
.
.
.
Foi o último?
O último dedo?
Suspiro
Francisco Braz Neto(15/01/2019)









segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Acharam que era humano

Fizeram um ser humano.
Relação.
Sexo.
Parto.
Dor do parto.
Volta.
Acharam que era humano.
Até agora não sabem.
Um robô defeituoso.
A placa está queimada.
Quase foi desligado algumas vezes.
Reiniciaram.
Deu para colocar para funcionar novamente.

Fizeram o que parecia ser.
Humano em certo ponto.
Em momentos certos.
Era extra.
Extravagante!
Exageradamente exagerado.
Extra terrestre.
Quase foi para a galáxia de origem.
Algumas vezes, quase foi.
Gravidade nao deixou.
Algo manteve o extra aqui.
Deram remédios para manter o ar compatível, a aparência correta e providenciaram tudo mais para não ficar mais evidente que não se trata de um ser. Se trata de um viajante.
Acharam que humano seria. Que permaneceria até o fim.

Fez-se humano.
Pediu para nascer.
Pediu e controlou cada passo.
Controle do bater das asas de uma borboleta ao funcionamento de cada galáxia, de cada próton e fóton.
Sem espaço para culpar e todo o espaço para a culpa.
Pois pensaram e pensariam que era humano.
Até quando estranhamente, de tanto praticar humanices e humanidades, cai.
Até que de tanto praticar sentir, exagera e perde o controle.
Sente mais. Demais!
Achou-se humano quando não lembrava mais quem era, o que era e pra quem era.

Acharam que era um brinquedo e depois da fábula virava criança.
Pensou que virou.
Pensaram que virou.
Quebraram o brinquedo.
Usaram quebrado mesmo.
Remendaram.
Usaram remendado mesmo.
E dava até para enganar e se passar por humano.
Uma inteligência artificial, um acabamento do século XX, atualizações periódicas, custo elevado, autonomia de várias décadas e auto carregável.

A insistência é humano ser.
Mas precisa de reparos.
Certeza de máquina.
Precisa de disfarces.
Certeza de extra terrestre.
Precisa de mágica.
Certeza de brinquedo.
Precisa parar de quebrar.
Certeza de achar.
Achar cada pedaço e colar com mágica, ferramentas e remédios.

Francisco Braz Neto(14/01/2019)










Eu sou o fotógrafo!

Eu sou o fotógrafo!
Essa foto me enche de orgulho. Eu acho que ficou perfeita.