quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

As camadas da cebola e a contratação do síndico

 Uma vez, em uma viagem de carro, eu estava conversando com uma pessoa muito próxima e ela disse que eu não a contrataria nunca.
 Ela chegou a essa conclusão depois que eu falei que daria preferência por contratar pessoas que quisessem ser síndicas dos prédios em que moram ou que fossem assíduas nas reuniões de condomínio.
 Acontece que ela não compreendeu que há vários aspectos que foram colocados. Bem, logo no início, fiquem sabendo que essa pessoa está muito bem financeiramente, empregada e era uma situação hipotética.
 Eu falava sobre um desempate, caso eu fosse empregar alguém. Não trabalho em nenhuma área de recursos humanos e a questão central é o desempate. Duas pessoas empatadas em tudo. Currículos com os mesmos cursos, notas, experiência, enfim, só uma diferença. Ao serem questionados sobre se seriam síndicos, se foram síndicos, se vão às reuniões e se se interessam por tudo sobre assuntos relativos aos seus prédios, eu escolheria a pessoa que dissesse sim. Imaginando que só uma delas diria sim, esse seria o desempate.
 Só que o mais importante disso tudo é que a pessoa não me perguntou o motivo ou até hoje não compreendeu. E se eu fosse contratar alguém provavelmente eu a contrataria, caso eu ficasse rico e ocorresse essa situação. A explicação é com o raciocínio das camadas.
 Não sei como, nem onde, nem com quem cada leitor mora, mas dá para cada um aqui e ali se enquadrar nas camadas. A ordenação será com base em quem mora em prédios de apartamentos. Sem delongas, lá vai!
 Pense e responda. Você se importa com o lugar que você dorme? Seu quarto?
Você se importa com o seu quarto e seu banheiro?
Você que tem filhos se importa com o quarto dos seus filhos?
Você se importa com o quarto dos seus irmãos?
Importa se estiverem sujos e fedendo?
Importa se vem barulho de lá?
Você se importa se a sala está bagunçada?
Incomoda se a cozinha está suja e cheia de insetos?

Mesmo a sequência sendo só de apartamentos, há uma infinidade de possibilidades. Apartamentos de um quarto, kit net, com banheiros coletivos e por aí vai.  

Vou seguir.
Já compreendeu a ideia?
Adivinhou onde isso termina?
Depois da cozinha, da sala, dos banheiros, dos quartos e demais cômodos o que vem depois?
E com o que você se importa? Já percebeu alguma coerência ou incoerência no que tens feito?

Quando acabarem os cômodos da sua unidade habitacional vem um corredor ou um hall ou uma área que não é mais privativa. Essa área te importa? Essa camada externa ao que tens como sua propriedade você se importa com ela? Te diz respeito?
Depois do corredor do seu andar vou resumir todas as inúmeras possibilidades de áreas de cada prédio como áreas comuns. Você se importa com elas? É da sua conta? Se quebrarem algum vidro, se destruírem móveis, se deixarem equipamentos ligados sem necessidade, se deixarem torneiras ligadas e desperdiçarem água, se andarem com animais perigosos e aí? Importa?
E depois do prédio a calçada e depois a rua. Você reclama dos buracos ou sujeira na rua em frente ao prédio? Reclama? Por que? Nem das coisas do seu prédio você toma conta e quer reclamar da camada de fora? O que é mais seu, seu prédio ou a rua? Como pode haver coerência nessas escolhas de camadas?
 E depois da rua em frente ao prédio você se importa com seu quarteirão? Há alguma chance de você dar a mínima bola sobre se seu quarteirão é limpo, seguro e bonito?
Você se importa com seu bairro?
Se importa com sua cidade?
Se importa com seu Estado?
Você se importa com seu País?
Você se importa com seu continente?
Se importa com seu planeta?
 Aí você não tem conhecimentos para ver a ligação. Bem, acho que não é o seu caso. Certamente não era o caso da pessoa que estava conversando comigo. Ela é uma pessoa sensível e quando vê um animal doente e abandonado na rua fica emocionada. Mas o animal está fora da camada quarto, fora da camada apartamento, como é esse pulo?
Cama sim, quarto sim, sala sim, apartamento sim, prédio que se ..., calçadas que se ... pois ando de carro e quase não uso calçadas, quarteirão sim, ruas sim, bairro sim, cidade sim, Estado que se ... pois não moro em todos os lugares ao mesmo tempo, País sim pois me importa esculhambar essa zona e segue assim.
Repito. Como é este pulo? Como gastar tanta energia achando defeitos no que está errado tão longe e não fazer nada por tudo que está tão perto? Onde está a coerência de querer se meter lá fora e não dentro?
 Eu acho que todos devem se incomodar com todas as camadas. De formas diferentes, mas com todas. Ou se a pessoa não quiser se incomodar com as camadas só vejo coerência tomando conta apenas da sua camada inicial. Não deve se importar com a poluição dos rios e mares, nem com extinção de animais, nem com guerras, violências, com nada. Tudo que passe para uma próxima camada que envolva um segundo ser humano não diz respeito à alguém que pula camadas nas partes coletivas.
Você se importa com poluição e seu prédio não faz nada certo sobre isso, se importa com o barulho mas não foi votar sobre como seriam os regimentos, acha que o prédio está mal cuidado, que os corredores estão sujos e não faz nada a respeito, nunca fez, então fica difícil encontrar coerência.

 Para terminar queria falar sobre mais um ponto crucial para que o Brasil e cada brasileiro pudessem melhorar. As pessoas falam com razão. "Não vou para às reuniões de condomínio pois não quero me estressar!" Assim como admito que quem fala isso tem razão quero razão para o que vou dizer. Quem vai para as reuniões de condomínio não quer se estressar. Essa separação simplória de que quem vai é quem está descansado ou alguma outra desqualificação é injusta. Há quem vá pois acredita que pelo menos o prédio é algo que lhe pertence e ao mesmo tempo é um exercício de democracia. Inúmeras vezes será feito bem na sua frente uma votação em que você vai perder.
 Uma reunião de condomínio é uma prova. Lá você mostra muito de si. Tolerância ou intolerância, reclamações ou proposições. Lá você vê muito dos que dividem o espaço com você e com seus familiares. Lá você toma conta de uma camada da cebola que está pertinho de camadas que quase todo mundo se importa. Lá você pode ver que há humanidade completa, há pessoas experientes, há tolos, há sábios, há de tudo nas reuniões de condomínio, mas o que mais tem sido normal é: há poucos!

 É triste um olhar tão relapso, o descaso, o descompromisso com o que é nosso. O brasileiro não sabe ser dono da República. A coisa pública não é nossa pois nem a coisa privada o é!

 Então eu realmente desempataria. Não seria eu quem pensaria que quem se importa com as coisas camada por camada e fazem bem ao planeta cuidando bem até de si mesmo se joga fora.
 
Outro dia li uma citação com a seguinte ideia: "o mundo não será salvo por quem sabe(tem conhecimentos) e sim por quem se importa." Tentei achar a citação e colocar o link, mas não consegui. Caso eu ache eu retorno ao texto para colocá-la. Até lá vou contratando síndicos.












    

sábado, 26 de dezembro de 2015

Gosto muito bem discutido com som fechado.

Não é gosto do verbo gostar.
É gosto, como o final de agosto.
E nisso, o mestre dos mestres sou eu.

Como mestre supremo do gosto digo e direi o que disse.
Para os assuntos, as questões, os embates mais repetidos.
Sobre comidas, bebidas, arte e beleza. Sobre quase tudo que se gosta.
Há pelo menos três grandes formas de se encarar.
O que é bom gosto é o que é bom individualmente.
O que é bom gosto é o que é bom para a esmagadora maioria.
O que é bom gosto é o que é bom sem ser ensinado.

Dessas três grandes formas a primeira e a terceira aqui e ali se confundem.
A primeira coisa que importa quando se fala de bom gosto é a questão individual, é a base de toda e qualquer possibilidade da definição do que é uma boa comida, uma boa bebida, uma boa música, um corpo belo.

A ideia da individualidade é simples. Mas fica melhor de forma exagerada, se for com uma dose certa de comicidade fica perfeito.
Um alemão escreveu um livro e a intenção não sei ao certo. Trata-se da estória de um assassino, mas desde o primeiro segundo que soube da existência desta obra, que diga-se de passagem foi via cinema e não via livro, já vislumbrei a conexão com uma "brincadeira" que fazia com meu irmão e também com o que acredito ser a única verdade sobre gosto.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Perfume:_The_Story_of_a_Murderer
https://www.youtube.com/watch?v=W6ZM8qWyC_U
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-55603/

São três links sobre o livro, filme e autor.

Retomando. Vislumbrei a conexão com a brincadeira que fazia com meu irmão. A brincadeira era qualquer coisa do tipo: dizer que uma pessoa ao comer uma determinada comida sabia que era preparada com ingredientes colhidos pelas freiras cegas, moradoras do lado oeste da cordilheira dos Andes e que colheram os ingredientes precisamente às 6h 30 em agosto de um determinado ano.
Isso é zombaria com chefs? Somelliers?
Não.
Isso é uma separação. Uma classificação. Uma ponderação.

Da mesma forma que o livro e a brincadeira que eu e meu irmão fazíamos, há em mim a convicção da existência de pessoas com sentidos apurados. Não creio que seja sequer perto do nível nem do filme nem das brincadeiras, mas definitivamente notáveis.
Só que a coisa mais importante do que vou dizer é que isso não é transferível.
Sentidos são treináveis, mas transferidos jamais. Consegues saber a diferença?

Se tens os sentidos aguçados e receberes treinamentos vais conseguir atingir um nível do seu potencial mais próximo dos 100%, mas dos seus 100%. Podes conseguir isso sozinho, treinando de forma autônoma.

Quer um exemplo extremo da impossibilidade de transmitir os sentidos?
Transmita visão aos deficientes visuais.
Transmita audição aos deficientes auditivos.    
Já basta?
Estou numa torcida forte para a ciência consiga resolver todas as deficiências, mas assim que conseguirem, que uma questão discutida aqui, em 2015, seja relevante: o ganho dos sentidos deve manter a individualidade e não seguir uma doutrinação.

Bem, a individualidade faz com que alguém coma uma banana e ache deliciosa e outra pessoa deteste.
Por que isso não causa tanto problema quanto ao gostar ou não de vinho seco ou suave?
Ou coincidentemente com o gostar ou não de música clássica ou gostar de funk?
Estou na dúvida se explico vários sentidos juntos ou ao mesmo tempo.

Por exemplo: a questão do vinho é clássica e eu tenho algumas informações e questionamentos bem interessantes.
Gente, os programas sobre vinhos, as conversas com os entendedores, quer sejam familiares ou colegas de profissão ou um desconhecido numa conversa numa fila de banco, os livros, etc, todos falavam quase a mesma coisa. O vinho depende da uva, do solo, do clima, da temperatura média durante cada etapa em que a parreira estava frutificando e mais mil coisas. Olha, que depende de muitas coisas eu digo que depende, mas daí a colocar como verdade que as pessoas comuns, cerce de 90 e muitos por cento das pessoas do mundo, conseguem perceber aí é me chamar pra briga.
Eu não tenho um mísero conhecido, ninguém que consegue dizer que no vinho há toques de amoras, com traços de avelãs e chocolate.
Pior! Muito pior! Não tem quem consiga dizer e não tem quem se importe, sequer procura saber.
As pessoas quando vão beber elas... bebem. Simplesmente bebem. Se gostarem da bebida vão querer saber do nome, da marca, mas se é uma bebida com traços de cereja, com caramelo preparado na Nova Zelândia e que no aroma percebe-se levemente o frescor de limões da região da antiga mesopotâmia isso é realmente uma licença para toda e qualquer zombaria que possa ser feita.
Pessoas normais não sabem se as uvas foram colhidas de parreiras europeias ou daqui das margens do rio São Francisco.
Aí uma informação das mais importantes. Essa é daquelas que abrem um sorriso de iluminar o mundo.
Estava eu assistindo um programa, fico devendo um link para o programa, as possibilidades é que tenha sido um Globo Rural ou um Pequenas Empresas Grandes Negócios, mas em todo caso, quem acreditar em mim já bastará meu relato. Lá estava eu assistindo um programa e um português, ao ser entrevistado sobre o motivo de estar cultivando uvas e produzindo vinhos às margens do rio São Francisco, responde algo mais ou menos assim: "não dava para competir, aqui conseguiam duas safras por ano e na Europa apenas uma e a qualidade é a mesma, tive que vir pra cá". Ele falou bem mais que isso, falou sobre conhecimentos sobre como se faz vinhos, conhecimentos sobre uvas e sobre a evolução/melhora de todos esses aspectos na região.

E por que dizem que os vinhos de uma região, não por caso da Europa, são melhores?
Pra mim é uma questão de mercado. Se eu, se você, se alguém fosse produtor de algo iríamos adorar e defender com unhas e dentes que nossos produtos são melhores. Faz sentido pra você????
Isso exclui um produto de um lugar ser melhor que o de outro lugar? Não.
Mas objetivamente, a questão de gosto é individual. O sabor do vinho, seja ele de onde for, é uma experiência que se completa com quem o está bebendo. Gostou, é bom. Não gostou, é ruim.
Mesmo que quem esteja bebendo não tenha o paladar mais aguçado do mundo, se for uma pessoa na média sabe que é vinho e mesmo em um teste cego não confundirá com cerveja, nem com suco de laranja ou suco de uva.
E se a gente tiver um mundo em que 99% das pessoas tiverem um paladar que hoje é caricato?
Bem, elas vão perceber tudo, saber até se quem colheu o café, que acabou de ser triturado para o expresso que ainda nem bebeu, lavou ou não as mãos entre o uso do banheiro e a colheita de cada grão que acabara compondo a bebida. E? E aí, ainda assim será individual o gostar ou não. A pessoa consegue sentir até que o café veio de uma planta que estava em solo arenoso e sabe quem quem colheu estava com cheiro de fezes nas mãos, sabe o suficiente para escrever 500 páginas sobre a bebida que vai ou não beber e acontece que ela vai beber feliz e satisfeita pois sabendo de tudo isso sabe que aquilo dá prazer à ela ou então não vai beber porque embora goste do cheiro de fezes não suporta quando o café é proveniente de solos arenosos.

De uma forma ou de outra gosto se discute civilizadamente e, melhor ainda, com respeito.

Parte dois. O que é bom gosto é o que é bom para a esmagadora maioria.
Você gosta de chocolate? Já é algo que em um universo imenso se tem como bom para a esmagadora maioria. Vou ampliar. Seres humano e o que é doce. Seres humanos gostam de doce. Mais doce ou menos doce, mas gostam de doce. Não gostar de doce é respeitável, mas quem gosta fica à vontade para dizer que doce é bom. É bom gosto e tem gosto bom.

O texto está grande, eu sei.

Para o texto não ficar ainda maior pensem em sabores que são apreciados de forma semelhante. Da forma mais geral possível. Eu vou dizer que também é esmagador o gosto por sal. Coisas salgadas são apreciadas de forma assombrosa.

Vou chegar pro fim do texto. Parte três. O que é bom gosto é o que é bom sem ser ensinado.
Esse vai para perto da parte um. Gosto é individual.
Eu já discuti com pessoas que disseram que a pessoa tem de aprender, de educar o paladar, os ouvidos, etc.
Digamos que eu posso ser chulo, baixo, vil, desmedido e muito mais para rechaçar essa estória de educar os sentidos.
Mas vou me comportar e tentar ser gentil.
O que é bom gosto é o que é bom sem ser ensinado. Façamos a seguinte reflexão sobre o que muitos já são experientes. As crianças vêm ao mundo e tal. Oferecem várias coisas para elas. Deixa livre. Escolha a idade que quiseres, desde que ela não tenha sido doutrinada, desde que ela não ache coisas sobre alimentação, sobre odores, sobre beleza que não seja a reprodução do que você mandou ela achar.
Eu desafio que num grupo de 1000 mais de 90% pegarão doces em uma mesa que esteja repleta de caramelos, brigadeiros, pirulitos, etc. Se você me disser que sempre falou ao seu filho para não comer doces e me falar que já conseguiu convencer a criança, só reforça que você tirou o natural para criar o doutrinado. Se sua criança nunca gostou de doces aí sim é o exemplo para não ser 100% das crianças e claro 100% dos adultos.

Mas é possível gostar do que se aprendeu e que antes não se gostava? Sim. Um continente inteiro e acho que o mundo inteiro faz isso. Falei continente pensando na Europa e no vinho. Tenho amigos e familiares na Europa e em tantas conversas me disseram que dão vinho para as crianças. Para tal eles diluem em água. Por que? Sem diluir fica intragável para a criança. Vinho seco é antinatural, mas se aprende, se treina. Lembra? Se treina os sentidos, mas não se transfere.
Você treinou, aprendeu tudo que podia e não gosta de algo? Parte um na veia! Gostar é individual!
Seja feliz! Aquela bebida ou comida combinada com seu paladar lhe dão uma experiência negativa e você é o seu melhor conselheiro gastronômico, seu melhor Sommelier e não tem mais idade para achar algo pela opinião dos outros.
No final das contas estamos falando de algo que em nada remete à algo tecnicamente calculável e demonstrável.
Se eu disser que um carro é mais rápido que o outro eu coloco os dois na sua frente, mostro os carros em ação e apresento dados além do que seus próprios olhos vão verificar.
Já qual o seu sentimento, seu prazer e o tanto de sentimento e de prazer ao provar uma bebida ou ver um quadro não é possível medir, não dá nem mesmo para garantir que sabemos o sentimento envolvido.
Bem, é isso. Eu conseguiria escrever umas 30 ou 300 vezes mais. Posso escrever sobre mais alimentos, sobre diversas bebidas, sobre pinturas, esculturas e sobre as músicas e ritmos, todos são abordados da mesma forma. Mas, de forma resumida, todos são julgados bem quando se usa o respeito o conhecimento e mal quando se usa o pré-conceito e a ignorância.








 





quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Nada pra mostrar

Não sou tela
Aquarela
Beleza bela
Curva só dela
De apreciar

Não mostro dentes
Pose ensaiada
Beleza é a dela
Tão sedutora
Deixando olhar

Não mostro mais
Não mostro menos
Beleza é ela
Esconde
Revela
Faz implorar

Nem produção
Nem maquiagem
Beleza nela
Hipnotizar
Natural ímpeto
Admirar

Enquadramento
Foco perfeito
Beleza mais que singela
Tudo funciona
Sem ensaiar
Flash
Sol ou chuva
Nada pra retocar

Nem ao espelho
Revelo tudo
Beleza é aquela
Que em ti exagera
Confirmando em mim
Nada vai mudar

Não mostro
Quero tudo escuro
Beleza que congela
Imagem no pensamento
Desejo movimento
Toque, abraço, ...  Ela.




segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Quebra o silêncio e me deixa chorar.

Quando é choro e sabidamente alegre
Sombrio e mesmo assim belo
Seco e bem mais singelo
Vai ser notado
Observa ao teu lado.

E se de frente
Quando encaras
Aguente!
Enfrente de dentes cerrados
Fugir é dor!
Voltar?
Amor dobrado.

Brincar com palavras
Castelo de sonhos
Ar dividido
Quando respirado e quente
Neologismo
Neointerpretação
Comum aos muitos.
Interpretação correta?
Raramente comum.

Então faz dois
Os dois façam
Encarem de frente
Cara a Cara
Mente a Mente
Choro silencioso de tão comovente
Comoção tão forte
Pulsa
Se sente

Dois poderosos
Silêncios emotivamente ensurdecedores
Volume de olhos
Choros visivelmente alegres
Nível de êxtase

Sim. Me quebra!
Quebra o silêncio
Sim.
Mantenha meu choro alegre
Afinal, é esse nível de felicidade que quero.
Assim inteiramente extasiado.






sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Minha dose Karnal

Quando minha sede estava grande veio a dose
Quando nada novo era tão velho o suficiente para ser genial
Quando o óbvio estava jogado e relegado
Tive sorte
Tive dose

Aumentei minha quantidade de felicidade
Fez sentido
Faz sentido
Inteligência tem poder
Achar uma boa dose por vezes é difícil
Parece que é preciso garimpar
E quanto vale uma mina?
Tive sorte
Vício
Sempre
Assumido
Quero mais uma dose.

Dose Karnal
Para quem perdeu Abujamra
Provocações
Minha dose
Raciocínios
E a dose é generosa
Dose que conforta

A dose é minha
Compartilho
Imagine uma dose compartilhável
Imagine uma dose Karnal
Sapiens
Sabido real
Minha dose vital
Vem via rede
Meu pecado
Minha vaidade
Sou pecador vaidoso
Vou tomar mais doses
Minha dose Karnal
Pecando cada vez mais
Afinal.



https://www.youtube.com/watch?v=cpxVd5whW9U
https://www.youtube.com/watch?v=iG-OGc1bufs
https://www.youtube.com/watch?v=96U6NU7gcU0
https://www.youtube.com/watch?v=EeqtJGiRbCY



    

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Sabe a diferença?

Eu amo meus amigos muçulmanos! Salam alikum! 
Eu amo meus amigos católicos. 
Eu amo meus amigos ateus.
Eu amo meus amigos agnósticos. 
Eu amo meus amigos judeus. 
Eu amo amigos que nem sei a crença.


Mas não sou amigo. Não amo. Não nutro sentimento bom por ignorantes. 
Intolerantes. 
Nazistas que já já se declaram. 
Facistas. 
Racistas.
Machistas. 
Fanáticos bestiais que felizmente deixam as máscaras caírem. 
Século XXI. Quanto atraso.
Século XXI. Olho por olho e dente por dente. 
Mundo democrático arretado! Estão distribuindo de graça e em larga escala estupidez e ódio. Tem gente furando a fila e indo várias vezes para pegar mais. 
Se você não sabe a diferença entre um muçulmano e um terrorista você passou no mínimo uma vez nessa fila. 

domingo, 1 de novembro de 2015

Mudei de ideia assim

Por ser bom
Sem preço
Dado
Oferecido
Ofertado
Compartilhado
Por ser gostoso

Sentido
Carinho
Cheiro
Sentiu?
Imagina!
Vale sonhar acordada.
Lembrou?
Arrepiar
De arrepiar
Morder

Pecado!
Pecado?
Pecado.
É não.
Mudei de ideia assim que carinho.
Mudei de ideia assim que beijo.
Mudei de ideia assim que te vi.
Pecado não provar!

Tá ficando bom!
Silêncio...
Tá cada vez melhor.

Mudei de ideia assim que sorriso.
Mudei de ideia assim que respeito.
Mudei de ideia assim como o vento... muda de direção.
Fiz coração mudar compasso, mudar nota... nova composição.
Mudei assim que juntinhos.
Destruímos a solidão.

Revivendo o que era comum.
Como deveria sempre ser!
Mudei!
De ideia.
Não de princípios!
Mudei o meio.
O fim acabou diferente.
Tanto que nem reconheci.
Ando vago vagamente vagando.
Mudei.
Ainda sendo tão o mesmo.
Mudei assim!

Tão sem preço.
Modestamente valioso.
Convicto!
Mudei assim... sabe?
Em termos.
Tão teimoso.
O mesmo.
Sem preço!
Mudei de ideia assim que silêncio.
Mudei de ideia assim que ganhei.
Mudei de ideia assim que fundo do poço.
Mudei de ideia assim que não moço.
Sem tempo para mudar todo mundo.
Sem mundo para mudar todo o tempo.
Entendo teu medo de ser o produto.
E descartável ser teu futuro.
Mudei as regras do jogo.
Farei que as mudanças de agora
Repitam o efeito e o fogo.


Francisco Braz Neto (01/11/2015)












Eu sou o fotógrafo!

Eu sou o fotógrafo!
Essa foto me enche de orgulho. Eu acho que ficou perfeita.