terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Quer um texto a cada hora?

A preocupação é justa. O dia tem 24 horas. Quantas horas em média as pessoas estão ficando conectadas? E ao ficarem conectadas quantas informações conseguem receber?
Está restando quanto tempo para a reflexão?

A preocupação é justa. Que tal ter como princípio a qualidade em detrimento da quantidade? Um jornalista pode facilmente ser esmagado e principalmente cobrado para gerar um volume grande de informações. Enquanto leitores e livres das pressões típicas dos jornalistas aproveitem, deliciem-se com a maturação da informação.

Que tal transformar a informação em algo similar aos vinhos, whiskies e demais coisas, que envelhecidas vão ficando melhores com o passar do tempo?

Não que a notícia de desastres, assassinatos e demais tragédias vão ficar melhores no sentido que o ruim vai ficar bom, o triste virar alegre, o possível de melhorar é a compreensão e aprofundamento das informações.

A preocupação é justa. E quantas vezes a notícia mais recente que você está lendo, assistindo ou ouvindo é mais do mesmo, um deja vù e uma sensação de notícia velha? E as notícias que virão daqui há alguns minutos, daqui há algumas horas ou só na manhã seguinte você seria capaz de adivinhar?
Extra!
Extra!
Trânsito lento na rua X.
Mulher assassinada pelo marido.
Escândalo no Congresso Nacional.

Veja nesta edição do Telejornal Y!
Obras são investigadas por suspeita de superfaturamento.
Bala perdida atinge morador enquanto descansava no sofá da sala.
Seca atinge milhões de pessoas e afeta a produção de alimentos.

A preocupação é justa. A quem interessa fazer com que ao receber uma informação, recebamos outra e outra e outra e outra e outra e outra e mais 1000 000 de outras e qual foi a primeira mesmo? Sobre o que é este texto? Lembra a confusão? Se sentiu confuso? Lembra como este texto começou? O que foi que você leu antes de estar lendo este texto?

A preocupação é justa. Melhor ler aquilo que te faz pensar. O bom é ler algo que te dê vontade de ler uma segunda, terceira, quarta e muitas outras vezes. Seria algo positivo ler algo que te relembra o quanto és inteligente? Seria bom ler um texto que te respeita exatamente por te provocar? Te agrada receber a avalanche de informações diárias como se pensamentos não pudessem ter origem em você e sim serem "engolidas" por alguém, depois que este alguém precisou antes "mastigar" essa informação e no momento de te entregar será uma "regurgitação"?
Pareceu algo nojento? Puxa na memória a cena de um pássaro regurgitando na boca dos filhotes. Sintam-se muito à vontade para achar nojento ter ao seu redor tanta informação obedecendo a esse processo. Não existe como princípio a notícia como um produto artesanal.

O que existe é: te dou de montão e aí te impossibilito de ter tempo para a reflexão.



sábado, 19 de janeiro de 2013

A árvore de sorrisos.


O seu sorriso é uma semente. Há alguns anos brotou e fez a primeira colheita, os sorrisos dos seus pais. Mais alguns anos se passaram e a semente se transformou em árvore frondosa. Nessa árvore se colhe vários sorrisos, os seus sorrisos. Para cada sorriso que você oferece ao mundo, muitos outros retornaram pra você. Você que tem o sorriso generoso, intenso, doce e capaz de transbordar a própria alegria para todos os lados. Ver você feliz não é um desejo egoísta e solitário. Faz bem para o mundo que você esteja sorrindo.
Por: Francisco Braz Neto (07/2007)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Inocente ou culpado.


Se é inocente então o próprio Maluf deve lutar e provar sua inocência.
Não precisa que ele pense igual a mim e muito menos as pessoas de um modo geral, mas... Não vejo Maluf triste, abatido e/ou indignado. Nem vejo essas palavras associadas ao mesmo.
Se é culpado então não esperem para puni-lo quando for morador eterno de algum cemitério.
A sensação de impunidade é mais sólida que o mais sólido concreto ao perceber que, seja como for, a demora atrapalha a selar casos iguais a este.
Se já estão punindo Maluf e a punição é fazer com que ele devolva dinheiro vou passar uns 5 meses chorando. Haja remédio para depressão e ajuda de psicólogos.
Seres humanos são iguais? Por que ele devolve dinheiro e um pobre que rouba um relógio vai para cadeia?
Se acho que o tadinho que roubou um relógio deve ficar impune? Que nada, merece punição.
E o que acha que deve ocorrer com quem rouba milhões? Uma punição similar ao de quem roubou pouquinho e milhões de vezes pior.

E eu que respeito tanto as opiniões. Vou ficar longe de você ou me alterar se tentar sequer argumentar, justificar essa situação tão medieval, tão Faraó, tão Imperador, tão dois pesos e duas medidas, tão nazista, tão Aparthaid, tão a realidade é a feita pelo dinheiro e pelo poder, tão denunciante de como apesar do pomposo século XXI a lei do mais forte está superando milhões de linhas nos livros de direito e por fim sendo mais uma prova de que as palavras lei e justiça caminham em direções opostas.



http://noticias.br.msn.com/maluf-ter%C3%A1-que-devolver-usdollar-283-milh%C3%B5es-%C3%A0-prefeitura-de-s%C3%A3o-paulo-ag%C3%AAncia-brasil

Tohir, Bangladesh, biografia, gratidão e homenagem.

Entre outubro de 2003 e junho de 2004 eu passei por muitas coisas. Biografia não é meu forte, pior ainda autobiografia. Conseguir leitores para um BLOG não é fácil e ainda por cima escrevendo sobre mim. Por outro lado eu já me senti fora do ninho tantas vezes, deslocado, incompreendido e mesmo assim pronto para quebrar paradigmas que este texto vai só ser mais uma vez que isso ocorre.

Era uma vez...

Então vejamos algumas partes. Umas três ou quatro. Vou tentar colocar na ordem cronológica, mas já faz tempo.
A primeira delas. Estava eu trabalhando no BpSafeway e de alguma forma estávamos conversando. Eu e Tohir (se pronuncia Tir) tivemos oportunidade de conversar algumas vezes mesmo nos encontrando apenas no trabalho. Eu coloquei na cabeça que sou chato, mas sempre tem quem goste de mim ou pelo menos de conversar comigo, aí quando eu estava nos meus intervalos aparecia um ou outro puxando assunto. Outras vezes eu estava num caixa isolado do lado oposto aos três principais e que igualmente aos do outro lado tinham cigarros para vender atrás do balcão. Esses cigarros tinham que ser contados diariamente e enquanto contavam também puxavam assunto. Eu não sei o conteúdo da conversa, não lembro, posso me esforçar e imaginar que estávamos ainda nos conhecendo, nos familiarizando um com o outro.
E como pretendo contar o que houve se não lembro? Fácil, resumindo no que realmente importa da conversa.
Bem, estávamos possivelmente ainda nos conhecendo e eu devo ter dito entre outras coisas:
-Eu sou brasileiro.
Ao que ele deve ter dito:
- Eu sou de Bangladesh.
A conversa deveria ter parado aí, mas ele falou sobre... carambolas, caramba, poxa vida...
Ele mencionou Dakar. Pelo menos eu entendi assim. Eu sabia onde era Bangladesh, mas por qual razão ele falaria de um lugar na África? Olha eu denunciando uma ignorância minha. E eu sou todo orgulhoso sobre meus conhecimentos geográficos.
Me denunciei mais ainda ao falar na conversa sobre o Rallye Paris-Dakar.
Tohir logo me corrigiu.
-Não é Dakar no Senegal e sim Dacka, capital de Bangladesh.
I'm sorry Tohir. I remember you immediately forgave me.
Eu pedi desculpas imediatamente e ele me perdoou.
Coloquei essa história como a primeira pois quero acreditar que logo aprendi a lição.
Você sabe onde fica Bangladesh? Dacka?
http://www.bangladesh.gov.bd/

https://maps.google.com/?ie=UTF8&hq=&hnear=Bangladesh&t=h&source=embed&ll=23.684774,90.351563&spn=5.913713,4.702148&z=6

A segunda delas.
Denuncio outra ignorância minha.
Era muito comum me perguntarem sobre as mulheres brasileiras. Pense no sucesso! E era um tal de:
-Francisco, tell me. Are the brazilian girls hot?
Eu ficava furioso. Só compreendia e sentia um lado pejorativo.
Ficava assim na minha interpretação:
-Francisco, me fala uma coisa. As mulheres brasileiras são quentes?
Mas a forma de falar e o tanto que eu imaginava a conotação sexual do comentário me faziam responder quase sempre de forma brava e irônica. Dizia eu:
-Não! Não são nem quentes nem frias. São da temperatura normal.
E dentre quem levou esta resposta desaforada está meu amigo Tohir. E olha que ele era um dos gerentes.
Hoje dou risada. Antes demorei a aprender outro sentido possível para tal pergunta.
As mulheres brasileiras são sexy? Sim Tohir, elas são. Acho que te disse isso em tempo.

A terceira delas.
A menos bonita.
Talvez a mais engraçada para quem esteja lendo.
Ao chegar em Hove, Reino Unido, aprendi muitas coisas, mas não acontecia tudo em um dia.
Eu já estava totalmente ambientado, conhecia um monte de gente. Os Martin já eram minha segunda família e os meus colegas de trabalho já estavam bem separados entre amigos e colegas.
Aí quando imaginei que surpresas estavam se tornando impossíveis eis que de repente...
Quem aparece?
Tohir.
E está com a prancheta para contar os cigarros.
Já era rotina, nada demais isso. Foi só treinamento para escrever um suspense.
Esta passagem está mais para comédia.
Tohir puxou assunto como de costume. Só que houve sim uma novidade.
Ele quis me contar algo. Parecia um segredo. Uma fofoca, boato, sei lá. Só sei que ele contou.
Foi mais ou menos assim:
Tohir - Francisco, sabia que tem alguém jogando papel com cocô no balde de lixo? Hoje mesmo fizeram isso.
Eu -Verdade?!
Tohir - Sim, estamos(provavelmente todo o gerenciamento, que medo!!!!) tentando descobrir quem é que está fazendo isso.
Eu - Eu.

Tohir fica com ar de surpresa. Fica confuso e eu também fiquei confuso.

Eu - Não é para jogar no lixeiro?
Tohir - Não.
Eu- No Brasil é para jogar no lixeiro.
E aí com paciência me explica que no Reino Unido o papel é feito de uma maneira a se desmanchar ao ter contato com a água e por essa razão é no vaso que eu deveria estar jogando o papel.
Eu expliquei como era no Brasil e os problemas de entupimento causados por quem joga papel e tantas outras coisas na privada.  
Levei comigo o hábito de jogar o papel higiênico no balde de lixo. Vocês não fazem assim?
Agora sei como proceder lá e aqui.
Tohir continuou a conversa e emendou:
- Francisco, assumir o que fez foi impressionante. Foi uma atitude nobre.
Mais que infelizmente não lembro das palavras exatas, mas agradeço ao meu amigo por estar na minha lembrança a mensagem. Fiz merda literalmente, mas recebi uma aula e ainda junto colhi a admiração de uma pessoa de uma cultura tão diferente. Nós dois éramos estranhos vivendo na Inglaterra.

A quarta e última deste texto.
A mais bonita, mais emocionante e mais importante para mim. Combustível, bio combustível = combustível da minha vida. Em momentos de tristeza extrema lembro de momentos iguais a este e consigo seguir.

A despedida. A homenagem. A gratidão.
Falei no texto anterior que explicaria, contaria a estória de Tohir. Era desta que eu estava falando.

Morar em Hove foi um tempo de muita felicidade. Melhor ainda é que eu sabia disto enquanto estava lá. Eu sentia a felicidade. Mas decidi voltar e já sabia que voltaria. Por razões que não vêm ao caso resolvi antecipar meu retorno e comuniquei aos gerente do BpSafeway que eles procurassem um substituto para mim pois retornaria ao Brasil antes do previsto. Perguntei quantos dias eles precisavam para arrumar um substituto e acho que concordamos que 30 dias seria adequado.

O último dia. A última conversa. Segurar lágrimas é fácil para mim. Mas não vale pegar pesado.

No meu último dia cada um quis se despedir. Os últimos dias já estavam sendo melancólicos e todos diziam que era uma pena eu ter de ir. Parecia que ao longo dos dias, essa notícia até mesmo impactante, iria se diluindo e no último momento um goodbye resolveria. Pensei que eu e todos estaríamos calejados e a ideia da minha saída já tivesse saturado a paciência de todos.
Bem, não foi nada cinematográfico. Não parecia programa de televisão, nem tinha cartazes, nem multidão, nadinha. Tinha Nadege Jus, Simon Ebers(chefão máximo desta unidade), Michael, Baba Camara, Greg Chiwara, Niall Rafferty, etc. Alguns se limitaram a dizer que lamentavam, um abraço, um tapinha nas costas e tudo resolvido. Mas alguns dos gerentes começaram a fazer diferente, queriam falar em nome não de todos os funcionários, mas queriam falar em nome de todos os gerentes. Me chamavam em particular e faziam um micro discurso.
- Francisco, nós da gerência lamentamos profundamente sua saída. Você foi um funcionário exemplar e é uma grande perda pra nós.
Algo do tipo.
Até que tinha Tohir no meio do caminho, no meio do caminho tinha Tohir. Baixinho, magrinho, com um bigodinho e gerente, abaixo apenas de Simon Ebers.
Me chamou, disse que queria falar comigo. E lá fui eu, muito obediente que sou.
Aí começou dizendo que lamentava e blá, blá, blá.
Pensei que seria tudo igual. Mas pensei isso por pouco tempo.
Ele logo falou que eu não poderia ir embora sem que ele contasse algo que se passou durante os meses que estivemos ali.
Quando eu entrei no BpSafeway foi por intermédio do meu hostfather Peter Martin. Meu cargo? Staff assistant. Do início ao fim. O que não foi do início ao fim foram as atribuições. Eu comecei preenchendo prateleiras, organizando os produtos nelas contidos e caíram na besteira de me botar no caixa.
Besteira deles, sorte minha. Levei uns 15 minutos para aprender a operar o caixa e essa chance foi dada em pouco mais de uma semana. Pronto! Comecei a dividir meu tempo entre o caixa e o facing up e mais um tempo depois era quase que 100% do tempo no caixa. Trabalho fácil, pelo menos para mim. Meu caixa estava sempre correto, fosse qual fosse o gerente que checasse.
Então Tohir agora queria por que queria me contar um acontecido.
- Francisco, um dia você estava fazendo algumas tarefas nos corredores e de repente a loja se encheu de clientes. Chamamos(Michael e Tohir) você para o caixa três e logo após o movimento normalizar mandamos você de volta aos seus afazeres. Horas depois aconteceu novamente, muitos clientes se aglomerando e Michael disse: Tohir, precisamos por alguém no caixa três, mas eu ainda não conferi o caixa.
E então ele disse que falou para Michael: - Michael, pode chamar qualquer pessoa e botar no caixa sem conferir pois quem estava aí era Francisco e eu confio mais nele que em mim mesmo.

Ouvi muitas coisas e ainda estou vivo, posso escutar muitas mais. Não foram, não são, não serão todas iguais a esta. Obrigado Tohir. Perdi contato contigo. Nunca mais tive notícias suas, mas este texto vai em sua homenagem. Se sabes que tenho qualidades, junte a gratidão a elas.

Desculpem leitores por ser um texto tão egocêntrico, egoísta e irrelevante para meus fiéis e queridos leitores. O único motivo de postar este texto no BLOG ao invés de esperar e encontrar outra solução foi temer a falta de memória ou qualquer outra coisa que impedisse que eu registrasse essa passagem tão importante da minha vida.  



 











sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Alguns pitacos sobre honestidade.

Em primeiro lugar eu me declaro Honesto. Nem pouco, nem muito, nem mais ou menos. Honesto quer dizer tudo e só outro Honesto compreende o quão completa essa palavra é.

Um baita de um safado, pilantra que desviou dinheiro, só uma vezinha tadinho, só uns milhares ou milhões pobrezinho não sabe o que é isto. Desta vez nem vou deixar para mais tarde ou para outro texto o meu achismo no qual declaro ser possível se redimir de uma desonestidade. Tampouco considerem sequer por uma fração de segundo que está aqui posto desvio de dinheiro como sendo a única desonestidade existente ou digna de ser mencionada.

Redimir-se. Uma pessoa honesta não é infalível, mas se sente mal ao ponto de não suportar o erro cometido e reconhecer o quanto antes a falta, pagar logo por isso. Sente que há um peso e de tão diferente de uma postura desonesta sai da situação de uma forma que chego a categorizar de bonita. Aliás, assumir erros, pedir desculpas, assumir as conseqüências, pagar pelo mal feito e envergonhar-se das faltas vai trazer para mim a lembrança de outros adjetivos. Direi: - Errou, e logo provou ser nobre. - Errou, contudo tem honra.
- Errou, foi o primeiro a punir-se e deve erguer a cabeça. - Errou, conhece a fragilidade humana, mas foi forte para assumir.
Não se redimir. Roubou, aplicou golpes, sonegou, fraudou e afins. Tá velhinho, já viajou o mundo todo, comeu nos melhores restaurantes do mundo, possuiu os melhores carros e por causa dessa tão singela vezinha que conseguiu seu império, sua vida de marajá (lembrou de alguém) e a herança da família. Não sou pretensioso ao ponto de estipular o prazo para se arrepender.
Agora vem o ditador Francisco e faz um pronunciamento: - A partir de agora quem não se auto denunciar em até 30 dias irá pagar nesta vida e na próxima. Isso não existe.
Daí a ter passado 10, 20, 30, 40 anos curtindo e dizer que se arrepende.
Vai ter redenção de um santo ou talvez de vocês que estão lendo e se compadecem disto. De mim, vai para o funil. Estou escrevendo e pensar nisso deu uma raiva arretada.

E ao seguir escrevendo pitacos sobre honestidade vou enumerar como pensa a cabeça de um honesto. Se um desonesto for sincero gostaria que fizesse um texto me explicando qual a construção lógica que ele faz.

Pitaco 1: Um honesto não vê problemas em ser fiscalizado. Aqui a discussão pode existir amplamente sobre o que pode ou não ser fiscalizado. O que é público e o que é privado. Mas, imagine um ponto de concordância. Imaginou? Como é que se explica qualquer dificuldade em fornecer dados? Deixar ser fiscalizado pode ser até uma solicitação de um honesto.

Pitaco 2: Um honesto não se importa se quem não o conhece desconfia dele. Um honesto deixa o tempo mostrar quem é cada um. Bem, aqui fica de fora todos vocês que nunca se decepcionaram com alguém ou se enganaram ou julgaram equivocadamente. Queria lembrar que os enganos podem ser nos dois sentidos. Achavam alguém honestíssimo e era um calhorda ou achavam alguém um vilão, mas era o mocinho. Faz lembrar o ditado popular sobre o lobo em pele de cordeiro.
Algo extremamente particular, uma característica deste que vos escreve, mas que por acaso acha que não é o único, é ir até um dos pecados capitais, ir ao ponto de ira, quando depois de me conhecer ainda prevalece a desconfiança. Atenção! Conhecer não é 100% conectado ao tempo. Em pouco tempo e muita vontade, conversa e atenção é possível conhecer alguém. Em muito tempo e pouca vontade, nenhuma atenção e raríssimas conversas é impossível. Como você aciona esse mecanismo e fica irado Francisco? Como isso chega a este ponto? Bom, se a pessoa me acha desonesto, mas guarda essa opinião para ela, tá tudo certo. Se por outro lado, ela verbaliza. Aí não tem choro nem vela. Acabou-se o mundo. Ferrou. Não digo sobre mim e não atribuo a mim atributos tais como: beleza, riqueza, popularidade, carisma, simpatia, etc. Há um orgulho em mim. Digam sobre mim: és burro Francisco, és chato, és feio, és pobre, és fraco, és infantil e muito mais. Quando terminares de acabar comigo ainda posso ser salvo quando reconheceres que sou Honesto. Fica para depois, outro texto, o meu último dia no BpSafeway e as palavras de Tohir. Podem me cobrar.

Pitaco 3: Um Honesto, caso alguém concorde, fica furioso com a cambada de desonestos se aclamando como os sabidos, espertos, os gênios do universo. Esses malandros, "ixxxxxperrrrrtos" chamam os Honestos de burros, babacas e afins. Muitas vezes é melhor desligar os sentidos, os Honestos estão procurando se defender fechando os olhos, tapando ouvidos, calando e prendendo a respiração.
Para descontrair um pouco. Os Honestos podem se vingar um pouco ao já ter associado desonestidade a sujeira. Se está errado, dizemos que tem algo fedendo.

Pitaco 4: Honestidade rima com sinceridade. Literalmente.
Mal-caratismo rima com cinismo. Totalmente
Ladrão rima com prisão. Amplamente.

Pitaco 5: Atores são admiráveis. Atuar é uma arte, uma profissão que encanta, comove e enriquece a vida de quem os aprecia. Por este motivo deveriam ser  ferozes, implacáveis contra os desonestos, na relação de pitacos coloco a petulância e a pretensão dos desonestos de serem atores. Quem lembra de casos famosos do tipo: choros cinematográficos, indignações em palanques, promessas estilo comédia romântica e assim por diante? Não vou fazer referência muito clara. Cada um escolha se quer lembrar de um caso municipal, estadual, nacional ou até mesmo internacional.
E casos não tão famosos. Aqueles... de algumas pessoas próximas a nós. Dando chiliques, se sentindo tão ofendidas, nossa, dá para ironizar e perguntar se quer concorrer ao Oscar.
Em alguns casos existe a classificação de cara-de-pau. Por saber que em algumas situações, ter cara-de-pau é sinônimo de falar, se expor, fazer uma simples solicitação que tá todo mundo com vergonhinha. Por mais que seja encarada pelo lado negativo, lembrei dessa possibilidade positiva e me freou um bocado ao usar o termo. Até lembrei do programa humorístico. Os Caras de Pau.
Esquecendo a possibilidade específica, chance pequena de ser algo bom. Os muitos exemplos podem ser dados de quando estamos fumegando de raiva de um grandicíssimo Cara de Pau.
Para exercitar a memória.
E será que alguém teria coragem de dizer que não conhece uma determinada pessoa mesmo tendo andado de jatinho particular com esta pessoa? E mesmo depois de aparecer uma foto dessa mesma pessoa com quem ela, numa "verdade paralela", nunca esteve?
Alguém teria a audácia de falar que mesmo tendo "tirado" 30 vezes na loteria foi pura sorte?
E quando mais que isso, aparece um vídeo, dois vídeos, três,(alô galera que sabe editar, dá para pintar miséria com edição de imagens, tanto em foto quanto em vídeo), mas mesmo assim a pessoa diz que é inocente, isso existe?

Pitaco 6: Um Honesto não acredita em denuncismo. Mas volto a re re re re re repetir. Ga ga ga gago, gago que  que que que que, me chama de burro, mas vai com calma antes de chamar todo mundo de burro.

Pitaco 7: O último da série. Um Honesto quando é acusado quer ir até o fim. Não tira por menos.

É só meu pitaco gente. Relaxem. Eu vou tomar um calmante. Um chá de camomila, quem sabe?

E você, qual seu pitaco?









Vergonha de falar e escrever? Só se for...

Que pena que eu escreva em português errado. Acho que o imperfeito não participa do passado. Troco as pessoas, os pronomes e toda sorte de erros vêm junto. Mas me envergonho dos erros e gostaria de não cometê-los. Eu tento... sempre...


Filósofo de sexta.


Quem quer te dominar vomita em você idéias prontas. Quem quer te tirar da ignorância te apresenta às perguntas. Se é bom ou ruim ser ignorante? Pura opinião. As vezes penso que sim, tem vezes que acho que não e até hoje tenho certeza que não sei.

Eu sou o fotógrafo!

Eu sou o fotógrafo!
Essa foto me enche de orgulho. Eu acho que ficou perfeita.