quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Entre a Cruz e a Espada


Para muitos sou um crítico voraz. Pessimista convicto.
Não temos memória. Nem visitar os parentes que já se foram é parte da nossa cultura. Nossos cemitérios são lugares de tristeza absoluta e os evitamos. Afinal de contas, para que ir ver mortos em um lugar se podemos ver mortos em todos os lugares? Sendo repetitivo ao extremo como também são as mazelas do Brasil, temos os mortos literalmente falando e os mortos vivos. Até aproveito para perguntar: -A origem dos zumbis foi no Brasil? Não tem graça. O que mais se assemelha a ter graça neste tipo de abordagem é a ironia escancarada. E ela vem ao texto para desabafar e evitar que palavras chulas entrem.

A questão central aqui é a passividade. As questões que estão ao redor são muitas. Uma analogia feita entre uma estrela, os planetas e demais corpos na composição de um sistema solar e a sonolência de toda uma população e todas as consequências advindas desta. Aí entra o sentir-se esmagado, sufocado, oprimido, Entre a Cruz e a Espada.

A passividade, a letargia, a dormência são palavras que ganharam dimensões destruidoras. O primeiro teste proposto é começarmos conosco. Eu me incluo. Nada de dois pesos e duas ou até infinitas medidas. Quantas vezes fazemos críticas reflexivas? Você está no time dos que não se arrependem de nada, apenas do que não fez? No time dos que não tem vergonha? No time dos que colocam os erros em um altar, pois só com eles se aprende? Quantos outros chavões prontos você está utilizando? Dentre eles você inclui a crença na qual não se pode falar nada de negativo sobre seu país, seus familiares, seus amigos e aquilo que é seu?

Eu me arrependo de tantas coisas e principalmente das que fiz. Não fazer, para mim é probabilisticamente muito menos passível de arrependimentos. Vejamos como a retórica funciona para ambos os lados. Quem só se arrepende do que não fez por acaso pode me explicar se costuma incluir na seqüência do raciocínio frases do tipo:
"-Me arrependo de NÃO ter matado?
-Me arrependo de NÃO ter roubado, espancado, destruído e torturado?
-Me arrependo por NÃO ter estuprado, extorquido, iludido, decepcionado e mentido?"
Dá para explicar?

Me colocando na berlinda. Eu me envergonho. Me olho no espelho e todos os dias sei que posso e preciso melhorar o ser humano que está refletido. De bom? Sentir orgulho por não ser um SEM VERGONHA. São  34 anos de muita reflexão e o fato de ter escapado da morte por pelo menos 3 vezes aumenta e muito a dimensão de tudo. O que é bom não é bonzinho e o que é ruim não é ruinzinho. A vida é curta, mas daí a usar isto para ser irresponsável e descompromissado é outra estória. Se fazer algo para um mundo melhor não vale a pena por você, faça por seus filhos, amigos, sei lá, encontra alguém para justificar algo bom e menos motivos para não fazer nada.

E a questão principal é a passividade. Passividade capaz de vir como uma espada penetrante, insistente e escancaradamente presente nas palavras de cada um que eu conheço e fala e fala e fala e fala e fala e ...     "-Você viu o último escândalo? Que absurdo!
-Leu na internet sobre as chacinas? Que absurdo!
-Viu a quantidade de buracos nas ruas? Que absurdo!
-E as balas perdidas? Que absurdo!"
Quando absurdos acontecem o que se faz a respeito? Se espera a próxima eleição. Certo?
O próximo absurdo?

A Cruz vem gigante para ser carregada e acaba que a população de toda uma nação a carrega. Eu cheguei ao dia de hoje com uma quantidade tão grande da balela: "o brasileiro é um povo feliz apesar de ... tudo." Eu que tanto peço favores. Deixa eu pedir mais um? Olha a matéria do Diário de Pernambuco sobre o consumo de Rivotril. Caso seja assinante está aí o link que leva até a edição do dia 22 de janeiro de 2012: http://www.old.diariodepernambuco.com.br/2012/01/22/indice.asp
Se não quiser saber tanto sobre a matéria, ou não conseguiu ter acesso, o Rivotril é um antidepressivo que juntamente com outros antidepressivos, também conhecidos como tarja preta, estão entre os remédios mais comprados pela população brasileira.
O que isto quer dizer?
Eu sei bem.
Vai uma ironiazinha para aliviar, quem sabe para substituir o Rivotril de algum de nós hoje? Se o consumo recorde é de um antidepressivo é por termos atingido o máximo da felicidade sem remédios e agora vamos ver qual o limite com essas drogas. Será? Faz sentido?

Fazer sentido. Fazer sentido é uma necessidade minha. Você compartilha desta necessidade? Para viver sei que precisamos, comer, beber, respirar, dormir ou então fatalmente morremos. Individualizando as necessidades, eu preciso da lógica, da coerência. E a coerência entra agora para retomar a questão de falar mal do próprio país, dos amigos, dos familiares, da sua rua, da sua casa e toda e qualquer coisa sua. Falar mal já é uma coisa positiva em comparação a indiferença. É também o que se faz naturalmente quando se quer bem a alguém, senão vejamos:
1) Quando os nossos pais estão com uma mancha na roupa, falamos ou calamos?
2) Quando um amigo está prestes a se machucar, tropeçar ou cair, falamos ou calamos?
3) Quando os pneus do carro do(a) amigo(a) está careca ou descalibrado, ignoramos?
4) Se o(a) namorado(a) está com a roupa rasgada, deixamos para lá?
5) Se após comer pipoca ou feijoada a irmã ficar com algo preso nos dentes, ficamos indiferentes?
6) Quando as ruas da cidade onde moramos estão sujas e esburacadas, tudo bem?
7) Ao saber de mais um desvio de verba, magicamente transformamos o fato em algo bom?

E aí, quantos argumentos, quantas perguntas, quantas reflexões preciso escrever para sair da Cruz e retirar a Espada de mim?
Quais as respostas que cada um dá para essas perguntas?
Eu conheci essa sensação de estar esmagado entre a Cruz e a Espada quando amigos estrangeiros começaram a me apontar como o mais patriota e mais nacionalista dentre todos que eles conheciam. Aí vem os brasileiros me apontar como o que menos gosta do Brasil.
Aí eu paro. Aqui eu termino. Amar o Brasil não é dizer que ele é lindinho, lindão, perfeitinho, perfeitão e colocar as sujeiras debaixo de um tapetão.

Amar o Brasil é não usar um discurso mentiroso. É não ser indiferente. É avisar para o País como se nosso Pai fosse que ele está doente e precisa de cuidados. Mostrar que a roupa está rasgada. Amar o Brasil é saber cada vez mais sobre ele. É não esperar que o dinheiro cure o que só a Educação é capaz.

Falar mal não é desejar o mal. Falar mal que funciona tem na boa vontade de quem quer compreender o sentido de alertar.
Falar mal que incomoda muita gente é apontar um cenário tão feio, tão fedido, tão atrasado, tão injusto e tão violento que a vontade pode até ser que não seja verdade, mas abra os olhos, ouvidos e narinas, use os sentidos para então socorrer o país que ama. Caso você não ame o Brasil, está tudo bem.  















segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

De quem é este BLOG?

Em relação aos textos é meu. Em relação aos comentários, seguidores e leitores é de todos aqueles que quiserem. Se houver algum tipo de ofensa ou ilegalidade no que for escrito então será excluído.
Espero que a internet continue sendo uma das opções de termos algo sem que precisemos pagar. Eu tenho a  vontade sólida de ter este BLOG como totalmente e absolutamente gratuito para todo o sempre. Se alguém for dar continuidade ou unir-se a esta "luta Bloguística"(lutar contra injustiças, desmandos, descasos, violências, desrespeitos e etc por meio de um BLOG) que saiba da vontade de quem deu origem a este humilde BLOG.
Esta postagem é a última de 2012. O BLOG Mais Doido Que Eu Já Vi Na Vida atingiu números interessantes. A próxima barreira é a das 4 mil visualizações. Geograficamente está bem interessante tentar imaginar quem está acessando o BLOG de países como Romênia, Austrália, Rússia e tantos outros.

Agradeço a todos e vou repartir com vocês uma outra curiosidade. Até metade deste ano o Brasil estava em primeiro lugar, o Canadá em segundo e os Estados Unidos da América do Norte em terceiro no número de visualizações. Depois da metade do ano o Canadá foi ultrapassado pelos EUA. Será que é pela quantidade de brasileiros por lá?

As pessoas que estão lendo o BLOG são advogados, engenheiros, enfermeiras, médicos, professores, arquitetos, empreendedores e etc. Acontece que quase todos vocês escreveriam muito bem sobre cada uma das coisas abordadas aqui, contudo não dispõem de tempo. Fica a dica para trocarem os textos grandes por comentários, só não deixem de ser fazer ouvir e nem de fazer todas as boas idéias ficarem sem eco.

Vamos fazer o barulho silencioso que as idéias são capazes. Vamos mostrar a força que as palavras possuem quando arrancam de dentro de nós o peso de nos acharmos solitários.

Feliz 2013! Eu vou tentar que seja um ano bem barulhento, vou tentar lutar mais e com mais força.
Afinal, não fui eu que inventei essa estória de que Brasileiro não desiste NUNCA.
Até ano que vêm!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Perguntas para todo lado. Me acompanham.

O que acontece com as crianças absurdamente mal educadas?
Quando continuam monstros de péssima educação na adolescência o que acontece com essas pessoas?
Quando são adultos que se enquadram nas perguntas anteriores será que se transformam em pessoas respeitadoras, educadas e de classe e distinção?
Essas pessoas chegam a ficar velhas ou pessoas carentes de educação morrem jovens?
Será que meus pais me entendem quando digo que não repito o que eles me ensinaram (-"Francisco, respeite sempre os mais velhos") e troquei este ensinamento por respeitar sempre quem me respeita e isso inclui uma criança de tenra idade e se estende ao mais velho dos humanos?

Qual o problema em ser a única pessoa no mundo que pensa em algo de uma maneira?
Desde quando uma pessoa contra todo o resto do mundo deve ser exatamente quem está errada?
Li certa vez uma citação atribuída a uma pessoa famosa.
Eis a citação:
"Se 5 bilhões de pessoas acreditam numa coisa estúpida, essa coisa continua sendo estúpida."
Ao que pesquisei é de autoria de Anatole France. 
O que aconteceu comigo quando descobri que essa frase existia? Fiquei feliz. E...? Bem, depois quis muito saber se havia uma razão para a existência de tal afirmação. Estaria associada a algum argumento acachapante? Bem ao estilo que tanto me agrada, estaria com pelo menos um exemplo avassalador?
Eu pensei em tantas vezes que me disseram que só eu pensava de uma determinada maneira e apenas eu achava um acontecimento possível, incluindo vezes que me chamaram de louco ou burro.
Aí que Anatole France me deixou tão feliz. Porém faltava algo, faltava eu desabafar e deixar de ficar triste, pois era eu o detentor de conhecimento de tantos outros que passaram por isto antes. Lembrar que ao estudar história, houve uma época em que se acreditava que o mundo era uma superfície quadrada e quatro elefantes em cada aresta o sustentava. O que acharam do primeiro que disse algo diferente disto? Imaginem. 
E o primeiro que falou em construir um túnel sob o Canal da Mancha? Hoje temos o Eurotúnel.

http://www.raileurope.com.br/rail-products/train-tickets/article/eurostar-571?cmpid=PS020401&gclid=CLSb1r-e0LMCFQeynQodpW0ARA

http://pt.wikipedia.org/wiki/Eurot%C3%BAnel

E Galileu Galilei? Será que era burro? Dá para dar algum crédito a este personagem? Afinal de contas o que ele fez? Só ter dito que a Terra não era o centro do Universo e sim o Sol. Mas ele era o que mesmo? Burro? O certo era que a terra era o centro e que o Sol girava em torno da Terra? Aham. Tá bom. Sei.

Para terminar e ver como encarei a frase de Anatole France, acabei por ver ela associada a sites de Ateísmo. Bem, se a intenção original era esta eu só sei que para mim serviu da maneira que eu expliquei. Eu já era muito convicto de idéias mesmo que só eu as compreendesse.

Alguém explica qual a diferença de roubar e desviar verba?
Alguém me convence desta diferença?
Ter salários gigantes é o que faz uma pessoa ser honesta?
Então todos os pobres são desonestos?
Alguém me convence disto também?

O Brasil é cheio de problemas por ser um país jovem?
E por também só ter vindo o que tinha de pior em Portugal?
E ainda por cima há muitas outras explicações fantásticas e irrefutáveis, não é?
Quero ver é vir com esse papo para cima de mim.
Jovem por jovem, o Canadá é um país que nem deu os primeiros passos se comparar ao Brasil.
Tempo para muitos é a explicação e para mim é desculpa e da mais esfarrapada.
A Europa é muito mais antiga, não é? Mas me diz uma coisa, é verdade que houve uma tal de Primeira Guerra Mundial?
E por acaso é verdade que houve uma Segunda Grande Guerra Mundial? 
E após estas duas guerrinhas bobas era só dar uns tapinhas para sacudir a poeira e estava tudo prontinho, não é?
E quando foi mesmo a última delas? Há centenas de anos? Como? Acabou em 1945? Mas isso foi há ...
Estou fazendo as contas... 69 anos.
O Brasil tem menos que isso, correto? Não!?
Agora chega Chico Braz. És de uma ignorância imensa. A falta de conhecimento é uma doença que tomou todo seu ser. Estou imaginando possíveis pensamentos a meu respeito.

E quanto a ter vindo só o pior de Portugal em relação ao material humano? Aguenta essa Francisco!
Para cá só vinham presos e degredados.
Poxa vida. Entendi.
Entendeste nada! Além disto a colonização foi de um tipo diferente da dos Estados Unidos da América do Norte. Aqui foi um modelo de exploração. Lá no país mais rico, em dinheiro, do mundo as pessoas foram se estabelecer, eram pessoas honradas. Se deu mal Francisco Braz. Burro e incapaz de aceitar tal fato, tal realidade inconteste.

Calma. Vamos lá. Passo a passo. Quando pensamos em continente Americano apenas para cá que vieram todas as porcarias e para os outros lugares um povo já digno e superior. É isso que querem que eu acredite? Isso está me lembrando retórica nazista. Saí pra lá com isso.
Mas prossigamos. Do lado de cá do Atlântico temos a maior potência militar e econômica do mundo. Foi colônia e por acaso além de tudo isto foi lá que também teve o privilégio de ter a família real e toda a corte se transferindo para as bandas do "Novo Mundo"? Não!?
Olha. Se o Brasil é que fosse a grande potência iriam fatalmente atribuir à vinda da família real uma parcela dos méritos. Só no país da "ordem e progresso" houve esse acontecimento e ainda assim as desculpas se sucedem.
De tudo isto eu resumo tudo numa só coisa tão repetida aos meus amigos: e daí que há os estudos e fatos reconhecidamente verdadeiros pelos quais se explicam cânceres da nossa nação? Não aceito tamanha fidelidade ao hino nacional quando diz "deitado eternamente em berço esplêndido". Somos seres inteligentes e o passado serve para ficar preenchendo as páginas dos livros e não para determinar o presente e o futuro. As desculpas sim é que tem sido utilizadas para justificar os incontáveis erros cometidos diariamente por aqui.  

Um lugar que tenha uma alta taxa de violência pode ser categorizado como país de primeiro mundo?
Quantos brasileiros conhecem a sensação de os dias passarem e ao juntar um dia ao outro ver que está em um lugar há semanas e depois ver as semanas virarem meses, anos e descobrir que a violência é uma palavra que está lá no dicionário, você a vê em um noticiário e não a sente, ela está longe, em um lugar distante do seu corpo e da sua mente?
Quantas pessoas não sabem o que é bom ou o que é ruim por absoluta falta de referencial?



   


domingo, 11 de novembro de 2012

A lista interminável


Eu não preciso de mais motivos para reclamar do Brasil, mas insistem em me dar cada vez mais.
Aqui é o lugar do “Que país é este?”. E eu sei que país é.
Lugar bonito por natureza e que é feio por uma cultura tão rica que abunda em defeitos. Com trocadilho e tudo.
Sei que país não é. Escuto de muita gente o que é igual a uma pregação. O Brasil tem muitas riquezas, tem a tecnologia bancária mais avançada, a tecnologia de prospecção de petróleo, em águas profundas, mais desenvolvida do mundo, a maior área cultivável do mundo e etc.
E a cada pregação eu só gostaria de ter o direito de ser ouvido e a eficiência de espalhar o que quero dizer.
Na lista interminável há itens que são afirmações, outros podem ser negações e muitos podem ser questionamentos. Não é por ordem de importância e sim tão extremamente aleatória quanto as idéias que resolvem povoar nossas mentes.
1º Adianta ter uma tecnologia tão avançada de prospecção de petróleo em águas profundas?
2º Adianta ser auto-suficientes em petróleo?
Para mim não adianta uma vez que isso não significa que temos os combustíveis mais baratos do mundo ou sequer perto disso.
3º Que grande benefício trouxe à nação as riquezas naturais tais como madeira, ouro e tantos outros?
Para alguns trouxe fortuna. Para mim solidificou a tristeza de ver incrustada na cultura de um país a preocupação com o ter e a quase aniquilação do ser. Significou desmatamentos e queimadas, assassinatos em larga escala, envenenamento por utilização de metais pesados e tantas outras desgraças que só tocando neste assunto dá para escrever o equivalente a uma enciclopédia.  
4º Furam fila.
5º Ultrapassam pelo acostamento.
6º Desrespeitam uns aos outros.
7º Tentam tirar vantagem em tudo.
O que escuto feito pregação é que isto tem no mundo todo. E eu? Bem, só gostaria de ter o direito de ser ouvido e a eficiência de espalhar que isso me lembrou o filme do célebre diálogo: - “Eu vejo gente morta. (Diz o garotinho)
Então Bruce Willys pergunta: - Com que freqüência você os vê?
Ao que o garotinho responde: - O tempo todo.”
Eu vejo pessoas fazendo cada um dos itens 4, 5, 6, 7 e os que ainda nem foram escritos, o tempo todo.
8º Espancam crianças, idosos e qualquer um que possa ser espancado. A covardia é regra.
9º O valor de uma vida é uma construção destruída. Um valor desvalorizado. E os assassinatos são números e não mais o plural de assassinato.
10º O valor do conhecimento é conhecer como se pode ficar rico mesmo que não se saiba mais nada, mesmo que se leiloe o rim, a virgindade, a alma e tudo mais que tenha um mínimo de valor.
Alguém se arrisca a leiloar a boa educação? Será que isso tem valor no Brasil?
11º Isso aqui é Brasil e brasileiro não desiste nunca. Aonde e quando é que essa frase é verdadeira? Desistiu-se há muito tempo da educação.
12º Pesquisas mentirosas.
13º Verdades construídas em mentes sedentas por dominar mentes fracas e que negam às pessoas o direito de se manterem crentes na bondade.
14º Quem é o país da impunidade?
Mas logo agora escrever isso! Bem depois dos envolvidos no mensalão serem condenados. Quando tudo acabar escrevo mais sobre isso(o julgamento do mensalão). O que eu gostaria de ter a habilidade de dizer é: exceções não fecham minhas feridas e certamente não será esse show inacabado que mudará a imagem de país da impunidade.  
15º Sou do país que possui a maior produção de carne dos animais A, B, C e do alfabeto inteiro e produz-se grão aqui que não dá para contabilizar. Mais fácil então é compreender por qual razão é esse mesmo país que tinha um programa chamado Fome Zero, acertei?
16º É aqui que se paga impostos para que em troca as pessoas tenham saúde, educação, lazer, estradas e muito mais. É aqui mesmo? Hã? Estou confuso. Impostos para com o que restar, se restar, pagarmos tudo novamente. Somos o país dos mais inteligentes. O que for de bom é só dizer sobre o Brasil. Se disserem algo de ruim é alguém muito ... como posso dizer... muito ...
Ah, muito eu.
17º Quando eu estudava na 8ª série, era esse o nome na época, o Brasil estava mal. Década de 90. Éramos a 9ª economia do mundo, pois tínhamos sido ultrapassados por China e nem lembro mais quem. De 7ª para a 9ª maior economia do MUNDOOoooo.
Meu monólogo. Um ator frustrado.
Eu - Poxa vida! Que desgraça se abateu sobre nós? (Sou muito irônico, licença que vou continuar.) Quem poderá nos defender?
Eu - Mas espera aí! Quantos países existem?
Eu - Espera que vou contar?
Eu - Vinte. Errei?
Eu - Cem. Não? Espera aí! Duzentos.
Eu – Mais de duzentos!
Acabou o monólogo. Sou burro, mais de duzentos países e nem sei fazer um monólogo. Frase louca.
Mas minha burrice e minha loucura não me livram de imaginar como é que em mais de duzentos países ser o 9º com mais dinheiro significa ser um país pobre. Pior é que não estou mais na década de 90 e agora somos o 5º mais rico. Caramba! Concorrendo com mais de 200 só QUATRO ficam à frente.
19º Adianta ser rico em dinheiro e tão pobre em educação?
20º Tantos carros, motos e bicicletas andam na contra mão.
21º O jeitinho brasileiro.
A lista é interminável. 
22º Pirataria em vários formatos.
23º Inveja em larga escala.
24º Aqui se faz o errado usando como justificativa que não é o único ou a única a fazer.
25º A tecnologia bancária é alardeada como a mais avançada do mundo e isso significa...
e... livra alguma agência de ser assaltada? Algum cliente de ficar sob a mira de armas? Nos livra da necessidade de presenciarmos empresas de segurança enviando carros fortes em pleno horário comercial e seus funcionários com armas como se em guerra estivessem? Livra nossos amigos e familiares disto?
26º Aqui é o país onde as pessoas dizem em cada gesto e nos discursos: “pode estar tudo @#$#%*&!$@$cobras e lagartos, se estiver bom pra mim tá tudo bem.”
27º Aqui se tornou um lugar onde ter virtudes é motivo de discriminação. Afinal de contas isso é querer ser melhor que os outros, não é? O Brasil me mata aos poucos, pois a lógica de Cá não bate com o que funciona na minha cabeça. É uma lógica ilógica e doentia. Na lógica que me apraz ter virtudes é um convite a viver em um lugar onde se é apenas mais um com tão singela característica.
A lista é interminável. 
Vou ficar por aqui. Estou cansado.  

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

É uma descrição que me agrada.


Francisco Braz Neto

Sobre: Pedrense de nascimento, cidadão do mundo por ideologia. Pernambucano, bacharel em Comunicação Social- habilitação em Jornalismo desde 2003. Professor de muitas matérias diferentes e nos últimos anos praticamente que só ensinando idiomas. Brasileiro orgulhoso. Brasileiro com muito orgulho. Brasileiro ontem, hoje e sempre. Acomodado? Nem ontem, nem hoje, nem nunca. Não aceito e não tolero desmandos e governantes que acham nosso país um circo e nossa população um bando de palhaços. Não aceito e não tolero compatriotas que acham o mesmo.

domingo, 19 de agosto de 2012

Saiba e faça tudo antes


(Texto que iria para o site do Canadá)            
            Agora começa mais uma jornada. Você sabe de tantas coisas. Já estudou muito, já fez milhares de pesquisas, fuçou Blogs, sites e perfis. Então o que falta? Eu diria que pode ser que falte você saber bem o que quer. E você me responde: - Como assim? Eu respondo: - Sendo sincero consigo. Vou exemplificar aqui algumas situações e assim espero que entendam melhor.
            Você veio a mais um site e aqui está encontrando de tudo. Aprendeu preços, aprendeu nomes de lugares que nem quem está aqui sabe. Aprendeu sobre a economia, sobre a demografia, o trânsito, os índices de desenvolvimento humano e etc, mas por exemplo Jonas* e Margarida* também o fizeram e agora em menos de dois meses Margarida quer voltar e nada aqui agrada ela. O que houve de errado? Garanto que não foi a preparação. Não foi falta de pesquisa. Para esses dois a situação é que eles têm visto de residente permanente, Jonas é de uma área de grande demanda de emprego, mas Margarida veio sem querer vir. Não foi sincera com o que realmente queria. Já não bastasse a dificuldade de um recomeço, imagine recomeçar o que não se quer.
            Situação número dois. Patrício* e Ricarda* também possuem visto de residente permanente. Os dois querem ficar por aqui, também se prepararam muito bem, exceto por não terem estudado o idioma o suficiente. Então o que acontece? Ele também de uma área em demanda é chamado para entrevistas, mas recebe sempre a mesma recomendação, aprenda a língua e depois volte que o emprego será seu. Se você vier com muito dinheiro, mas muito mesmo, ou vier com uma quantia mediana e é bem econômico, você faz a francisação e tudo bem, senão meus atentos leitores ... drama e suspense os aguardam. Por algum acaso tem treinamento aí onde vocês estão de como se manter calmo e feliz vendo todos os dias seu dinheiro só sair, só gastos e nenhum, absolutamente nenhum ganho, nem que seja uma mesada da vovó, ou uma ajudinha do papai, uma nota de dois reais no chão? Se tiver bota meu nome aí na lista de espera.
            Se o caso é de alguém solteiro a situação é mais fácil. Ponto para os solteiros. Não tem com quem brigar nessas horas. Já bastam os problemas inerentes ao processo de imigração e ainda ter o acréscimo de brigas conjugais, hum, sei não... Perguntem ao casal mais próximo de vocês. Já que estão acostumados, procurem eles nas comunidades do Orkut e vejam o que eles dizem. Espero que sejam sinceros. Numa determinada reunião de brasileiros num determinado parque, uma brasileira me falou em cinco minutinhos das inúmeras brigas dos casais que ela conhecia.
            Para terminar por hoje. Amanda*, uma pessoa que possuía uma carreira de sucesso no Brasil, vem com muita grana para as bandas geladas. Vem pra conhecer, para estudar francês, para saber de tudo, mas infelizmente só aqui saberia o que queria. O que é que ela quer? Ela quer ficar. Mas falta o visto de residente permanente. Falta todo o processo de imigração.
            Leitores e leitoras, espero que vocês entendam a mensagem. O processo de imigração já existe há vários anos. Mais de 5 anos com toda certeza. O que vocês podem ter como ponto de partida é a pesquisa que quase todos fazem e são “experts”, mas nessas mesmas pesquisas encontramos pessoas avisando repetidamente, aprendam bem o idioma, tragam uma boa reserva e agora eu contribuo avisando, saibam bem o que querem. Saibam e façam! Salut! 
           
*nomes fictícios. Os nomes verdadeiros foram trocados por motivos de privacidade.
Por: Francisco Braz Neto

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Super Herói... Super-herói?


Este artigo, texto, crônica ou como quiserem chamar tem a possibilidade de ser um texto ainda mais difundido que o até então Campeão do Blog: "Pai tem de ser de Cinema".
Um dos aspectos singulares dele é que ele foi começado e é um texto vivo e isso será explicado também.
Vou dar pausas neste texto, pois vou para uma fisioterapia, mas urge que o comece e urge que eu o termine.
Há muitos super-heróis em filmes, desenhos animados e em revistas em quadrinhos. Estes da ficção são famosos e conhecidos por uma quantidade ainda indeterminada de pessoas em todo o mundo. São os da ficção que tem uma legião de fãs, são amados, cultuados, venerados e movimentam muito dinheiro. Pode-se dizer que dentre os super poderes atribuídos a cada um deles o de fazer dinheiro é um que é comum a todos. Bem, a questão não é essa. A questão é falar de forma bem direta: a vida desses super-heróis é fácil.
Para entrar de vez na questão é colocar que existem Super Heróis entre nós e a vida deles não é nem um pouco fácil. Eles são mais numerosos que os da ficção, mais poderosos, desconhecidos e se por um lado são muito diferentes dos famosos da ficção por pelo menos um aspecto são idênticos. Famosos ou não, todos eles possuem as suas respectivas “identidades secretas”. Aspas nas identidades secretas por pelo menos duas razões. A primeira é que sabemos que o Hulk é o David Banner, o Spider-Man é Peter Parker e a cada nome dos fictícios super-heróis há um nome para quem cada um é quando está com a outra identidade. A segunda razão é que os da vida real têm uma identidade tão secreta que talvez só vão se descobrir enquanto Heróis ao ler este humilde texto.
Há um lamento do escritor e um pedido de desculpas por não escrever em todos os idiomas. Mas quem sabe um dia recebo um super poder?
Os que nasceram, morreram ou estão vivos e são, foram ou serão Heróis preparem-se e perdoem-me por revelá-los.
São, foram ou serão Super, Mega, Hiper, Infinitamente Heróis:
quem não deixa de ficar triste com tanta guerra no mundo,
quem agüenta tanta violência e de tantos tipos,
quem enxerga tanta gente escolhendo o que quer enxergar e como quer enxergar,
quem não quis mudar o mundo só numa determinada fase da vida e sim até o último suspiro,
quem tem muito medo por ser honesto,
quem não justifica os próprios erros por causa dos erros dos outros,
quem entende que a bondade é a essência e não obrigatoriamente o resultado, que bondade existe ao se perseguir o objetivo, ao trilhar este caminho e sempre se perguntar se em cada ação o resultado foi a alegria ou a tristeza de outro ser humano,
quem entende que se uma ação causou a tristeza e até lágrimas de alguém pode ter sido por um bem maior e os Super, Mega, Hiper, Infinitamente Heróis que são pais e mães são um bom exemplo disso e sabem como é passar por esta situação,
quem tem muita coragem para assumir erros e defeitos,
quem tem o poder de se desculpar e se arrepender,
quem tem o super poder de AMAR e usa este poder só para o bem,
quem não perde a sensibilidade mesmo que veja uma mesma coisa todos os dias e são mais Super, Mega, Hiper, Infinitamente Heróis se acontecer o contrário e isto fizer estas pessoas cada vez mais sensíveis e conscientes,

quem chora...,

quem se preocupa consigo mesmo e sente que isto é tão necessário quanto se preocupar com todos e com tudo,
quem entende o significado, o peso e a gravidade da palavra ódio e não fica utilizando-a sem critério,
quem se dá ao trabalho de conhecer as palavras, pelo menos do próprio idioma, para demonstrar que conhecem como são poderosas e por isso mesmo são como armas, podem ferir... Podem matar se considerarmos que pessoas decidem tirar a própria vida dependendo do que ouviram ou leram.   

São, foram ou serão Super, Mega, Hiper, Infinitamente Heróis:
quem normalmente são os primeiros a se cobrarem, se questionarem, se olharem no espelho e buscarem quais sentimentos sentem por suas respectivas imagens refletidas,
aqueles que são minoria em uma situação ou em muitas e impiedosamente são tidos como iguais aos que compõem o todo, como exemplo extremo temos um político honesto num país como o Brasil,
os que não esperaram e os que não esperam ter uma prova da fragilidade da vida para igualmente terem a dimensão da preciosidade da mesma,
aqueles que sabem que se souberem que são, foram ou serão Super, Mega, Hiper, Infinitamente Heróis e conseguem reconhecer outros iguais a si mesmos serão provavelmente anônimos ou no máximo estarão com suas “identidades secretas”.

Bem, só agora vou explicar a parte de o texto ser vivo. É que os outros textos terminaram seu ciclo, foram realmente terminados, mas este pode crescer, conversar, vestir-se de outra maneira, etc. e se os outros já morreram no sentido que estão concluídos, eu imagino este como morrendo quando o autor morrer.
Espero que até agora tenham gostado.
Se por acaso conhecerem ou forem um Super, Mega, Hiper, Infinitamente Herói recebam ou mandem meus parabéns. O peso que carregam é impossível de medir e muitas vezes só lágrimas diminuem o peso do corpo cansado.  

Eu sou o fotógrafo!

Eu sou o fotógrafo!
Essa foto me enche de orgulho. Eu acho que ficou perfeita.